quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os Tavernistas na Semana de Letras na UERJ/FFP em São Gonçalo

No dia 19 de outubro passado, os poetas Rodrigo Santos, Romulo Narducci, Pakkatto, Hannar Lorien, Janaína da Cunha e Maycon Luiz Kopke, estiveram representando o tavernismo e o evento Uma Noite na Taverna na Semana de Letras da UERJ, que no mesmo dia, mais cedo, ainda teve a palestra do Professor Evanildo Bechara.

Os alunos assistiram às homenagens ao poeta Vinícius de Moraes, que complataria 98 anos naquela data, além de outros poetas consagrados e dos poemas autorais de cada tavernista.



Rodrigo Santos

Romulo Narducci


Pakkatto
 



Hannar Lorien

Janaína da Cunha


Maycon Luiz Kopke


Agradecimentos ao CALET - FFP (Gestão Cara Limpa), em especial à Taísa Gama pelo convite.
Evoé!.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Evento: A poesia de Dante no Uma Noite na Taverna para um grande público presente!

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Uma média de 100 pessoas, ou mais, compareceram à última edição do Uma Noite na Taverna em que a poesia de Dante Alighieri foi homenageada. Um evento belíssimo que deixou um clima tenso no ar por conta das performances dos artistas residentes e convidados. A poesia de Dante teve o seu auge na declamação dos poetas residentes Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto, uma apresentação teatral de uma leitura contemporânea da Divina Comédia com a Cia Oficina Social de Teatro, além de uma exposição projetada das obras de Bouregueau, Doré, Delacriox, Michelino e Blake. Sem falar que a abertura do evento com um vídeo com as ilustrações de Gustave Doré da Divina Comédia, com intercessões de imagens que abalaram o mundo ao som de Carmina Burana, Joy Division e Cavalgada das Valquírias foi de tirar o fôlego.


Os poetas residentes deram início ao recital lendo trechos da Divina Comédia e alguns sonetos de Dante.








O evento teve seguimento com a poesia do estreante Maycon Luiz Kopke, que mostrou uma poesia bem escrita com influências do romantismo. O poeta deu muito bem o seu recado em sua primeira apresentação na Taverna.



Bruna Jardim, nossa prata da casa - podemos dizer assim -, é uma poeta que cresceu junto com o tavernismo, pois recitou no Uma Noite na Taverna no segundo ano do evento, quando ainda era adolescente. A poesia de Bruna Jardim é a pura síntese do tavernismo, influências de poetas do mal do século, porém com a visão da experiência já consolidada, do que já fora consumido, longe do platônico desejo não realizado cantado pelos poetas românticos.




Chegava a hora do horripilante Mensageiro Obscuro no papel do Fantasma! Sua poesia com influências Ultra-românticas e sua performance deram um brilho especial ao evento.





Era a vez do teatro! A Cia Oficina Social de Teatro encenou uma esquete teatral que era uma "Leitura Contemporânea da Divina Comédia".






Após a esquete teatral os poetas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto encerraram o evento com seus poemas autorais. Destaque para a performance de Rodrigo Santos que recitou um poema caracterizado de Exu.






Fotos: Eduardo H. Martins.


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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Intervenção Tavernista na Semana de Letras da FFP/UERJ

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Hoje os poetas tavernistas estarão participando hoje, do último dia, da Semana de Letras da Faculdade de Formação de Professores (FFP/UERJ) de São Gonçalo. Poetas do núcleo do movimento tavernista como Rodrigo Santos, Romulo Narducci, Pakkatto, Eduardo H. Martins, Janaína da Cunha e convidados estarão recitando seus trabalhos autorais e de poetas consagrados e, ainda, falarão sobre a importância da poesia no meio social e sobre o evento Uma Noite na Taverna, que originou o maior movimento artístico da cidade de São Gonçalo.


Hoje, à tarde, a partir das 16 horas, haverá uma palestra do professor Evanildo Bechara. A Intervenção Tavernista acontecerá a partir das 20 horas em ponto. Entrada franca e aberta ao público!

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma Noite na Taverna com a poesia de Dante Alighieri


Um evento inédito. Um Uma Noite na Taverna como o público jamais poderá imaginar. Sexta-feira, dia 14 de outubro, no SESC São Gonçalo, a partir das 19 horas, o poeta que desceu às profundezas do inferno, amargou o purgatório e se deliciou com o céu em busca de Beatrix, terá os seus versos celebrados pelos poetas Tavernistas. Dante Alighieri marcou história com A Divina Comédia, uma das obras mais influentes da literatura mundial de todos os tempos. Os versos narrados como uma tragédia grega ganhou admiração de músicos, artistas plásticos e influencia até hoje novos talentos da literatura em todo o mundo. Os pintores Gustave Doré, Sandro Botticelli e o poeta e ilustrador William Blake foram os que mais se destacaram no estudo da obra para ilustrá-la com maestria e detalhismo. Porém, Dante não produziu apenas A Divina Comédia, em sua obra econtra-se também as obras De Vulgari Eloquentia ("Sobre a Língua vulgar"), Vita Nova ("Vida Nova"), Le Rime - ("As rimas"), Il Convivio - ("O Convívio"), Monarchia - ("Monarquia"), "As Epístolas", "Éclogas" e "Quaestio" de aqua et terra".


O Uma Noite na Taverna irá apresentar um pouco das variações de suas obras poéticas, passando por trechos da obra A Divina Comédia, que terá uma releitura moderna no teatro e no recital poético (com os poetas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto) e alguns sonetos e poemas prodizidos por Dante.


O evento ainda receberá os poetas convidados O Mensageiro Obscuro, que estará de volta à Taverna assombrando os espectadores; o estreante Maycon Luiz Kopke, que promete um debute de estilo no evento; e a excelente Bruna Jardim, poeta nascida dentro do Tavernismo.


O teatro será representado pela Cia Oficina Social de Teatro, que fará uma releitura contemporânea da Divina Comédia. E ainda, exposição virtual das obras de Bouguegeau, Doré, Delaicroix, Michelino e Blake.




BIOGRAFIA







Não há registro oficial da data de nascimento de Dante. Ele informa ter nascido sob o signo de Gêmeos, entre fim de maio e meados de junho. A referência mais confiável é a data de 25 de maio de 1265. Dante, na verdade, é uma abreviação de seu real nome, Durante.



Nasceu numa importante família florentina (cujo apelido era, na realidade, Alaghieri) comprometida politicamente com o partido dos Guelfos, uma aliança política envolvida em lutas com outra facção de florentinos: os Gibelinos. Os Guelfos estavam ainda divididos em "Guelfos Brancos" e "Guelfos Negros". Dante, no Inferno (XV, 76), pretende dizer que a sua família tem raízes na Roma Antiga, ainda que o familiar mais antigo que se lhe conhece (citado pelo próprio Dante, no livro Paraíso, (XV, 135), seja Cacciaguida do Eliseu, que terá vivido, quando muito, à volta do ano 1100 (o que, relativamente ao próprio Dante, não é muito antigo).



O seu pai, Alighiero di Bellincione, foi um "Guelfo Branco". Não sofreu, porém, qualquer represália após a vitória do partido Gibelino na Batalha da Montaperti. Essa consideração por parte dos próprios inimigos denota, com alguma segurança, o prestígio da família.



A mãe de Dante chamava-se Bella degli Abati, nome algo comentado por significar "a bela dos abades", ainda que Bella seja uma contracção de Gabriella. Morreu quando Dante contava apenas com cinco ou seis anos de idade. Alighiero rapidamente se casou com Lapa di Chiarissimo Cialuffi. (Há alguma controvérsia quanto a esse casamento, propondo alguns autores que os dois se tenham unido sem contrair matrimónio, graças a dificuldades levantadas, na época, ao casamento de viúvos). Dela nasceram o irmão de Dante, Francesco, e Tana (Gaetana), sua irmã.



Com a idade de doze anos, em 1277, sua família impôs o casamento com Gemma, filha de Messe Manetto Donati, prática comum — tanto no arranjo quanto na idade — na época. Era dada uma importância excepcional à cerimónia que decorria num ambiente muito formal, com a presença de um notário. Dante teve vários filhos de Gemma. Como acontece, geralmente, com pessoas famosas, apareceram muitos supostos filhos do poeta. É provável, no entanto, que Jacopo, Pietro e Antonia fossem, realmente, seus filhos. Antonia tomou o hábito de freira, com o nome de Irmã Beatriz. Um outro homem, chamado Giovanni, reclamou também a filiação mas, apesar de ter estado com Dante no exílio, restam algumas dúvidas quanto à pretensão.





Pouco se sabe sobre a educação de Dante, presumindo-se que tivesse estudado em casa, de forma autodidata. Sabe-se que estudou a poesia toscana, talvez com a ajuda de Brunetto Latini (numa idade posterior, como se dirá de seguida). A poesia toscana centrava-se na "Scuola poetica siciliana", um grupo cultural da Sicília que se dava a conhecer, na altura, na Toscânia. Esse interesse depressa se alargou a outros autores, dos quais se destacam os menestréis e poetas provençais, além dos autores da Antiguidade Clássica latina (de entre os quais elegia, preferencialmente, Virgílio, ainda que também tivesse conhecimento da obra de Horácio, Ovídio, Cícero e, de forma mais superficial, Tito Lívio, Séneca, Plínio e outros de que encontramos bastantes referências na Divina Comédia.



É importante referir que durante estes séculos escuros (em italiano "Secoli Bui", expressão usada por alguns para referir-se à Idade Média, designando-a como "Idade das trevas" - noção que hoje em dia é rebatida por muitos historiadores que demonstram que essa época foi muito mais rica culturalmente do que aquilo que a tradição pretende demonstrar), a península Itálica era politicamente dividida em um complexo mosaico de pequenos Estados, de modo que a Sicília estava tão longe, cultural e politicamente, de Florença quanto a Provença. As regiões do que hoje é a Itália ainda não compartilhavam a mesma língua nem a mesma cultura, também em virtude das vias de comunicação deficitárias. Não obstante, é notório o espírito curioso de Dante que, sem dúvida, pretendia estar a par das novidades culturais a um nível internacional.




Aos dezoito anos, com Guido Cavalcanti, Lapo Gianni, Cino da Pistoia e, pouco depois, Brunetto Latini, Dante lança o Dolce Stil Nuovo. Na Divina Comédia (Inferno, XV, 82), faz-se uma referência especial a Brunetto Latini, onde se diz que terá instruído Dante. Tanto na Divina Comédia como na Vita Nuova depreende-se que Dante se terá interessado por outros meios de expressão como a pintura e a música.



Ainda jovem (18 anos), conheceu Beatrice Portinari, a filha de Folco dei Portinari, ainda que, crendo no próprio Dante, a tenha fixado na memória quando a viu pela primeira vez, com nove anos (teria Beatriz, nessa altura, oito anos). Há quem diga, no entanto, que Dante a viu uma única vez, nunca tendo falado com ela. Não há elementos biográficos que comprovem o que é que seja.



É difícil interpretar no que consistiu essa paixão, mas, é certo, foi de importância fulcral para a cultura italiana. É sob o signo desse amor que Dante deixou a sua marca profunda no Dolce Stil Nuovo e em toda a poesia lírica italiana, abrindo caminho aos poetas e escritores que se lhe seguiram para desenvolverem o tema do Amor (Amore) que, até então, não tinha sido tão enfatizado. O Amor por Beatriz (tal como o amor que Petrarca demonstra por Laura, ainda que numa perspectiva diferente) aparece como a justificativa da poesia e da própria vida, quase se confundindo com as paixões políticas, igualmente importantes para Dante.



Quando Beatriz morreu, em 1290, Dante procurou refúgio espiritual na filosofia da Literatura latina. Pelo Convívio, sabemos que leu a "De consolatione philosophiae", de Boécio, e a "De amicitia", de Cícero. Dedicou-se, pois, ao estudo da filosofia em escolas religiosas, como a Dominicana de Santa Maria Novella, tanto mais que ele próprio era membro da Ordem Terceira de São Domingos. Participou nas disputas entre místicos e dialécticos, que se travavam, então, em Florença nos meios académicos, e que se centravam em torno das duas ordens religiosas mais relevantes. Por um lado, os Franciscanos, que defendiam a doutrina dos místicos (São Boaventura), e, por outro, os Dominicanos, que se socorriam das teorias de Tomás de Aquino. A sua paixão "excessiva" pela filosofia é criticada por Beatriz (representando a Teologia), no Purgatório.




Dante participou, também, na vida militar da época. Em 1289, combateu ao lado dos cavaleiros florentinos, contra os de Arezzo, na batalha de Campaldino, em 11 de junho. Em 1294, estava com os soldados que escoltavam Carlos Martel (filho de Carlos de Anjou e herói de Poitiers) quando este estava em Florença.



Foi, também, médico e farmacêutico; não pretendia exercer essas profissões mas, segundo uma lei de 1295, todo nobre que pretendesse tomar um cargo público devia pertencer a uma das Guildas (Corporazioni di Arti e Mestieri - ou seja, "Corporação de Artes e Ofícios"). Ao entrar na guilda dos boticários, Dante podia, assim, aceder à vida política. Esta profissão não era, de todo, inadequada para Dante, já que, na época, os livros eram vendidos nos boticários. De 1295 a 1300, fez parte do "Conselho dos Cem" (o Conselho da Comuna de Florença), onde fez parte dos seis priores que governavam a cidade.



O envolvimento político de Dante acarretou-lhe vários problemas. O papa Bonifácio VIII tinha a intenção de ocupar militarmente Florença. Em 1300, Dante estava em San Gimignano, onde preparava a resistência dos guelfos toscanos contra as intrigas papais. Em 1301, o papa enviou Carlos de Valois, (irmão de Felipe o Belo, rei de França), como pacificador da Toscânia. O governo de Florença, no entanto, já recebera mal os embaixadores papais, semanas antes, de forma a repelir qualquer influência da Santa Sé. O Conselho da cidade enviou, então, uma delegação a Roma, com o fim de indagar ao certo as intenções do Sumo Pontífice. Dante chefiava essa delegação.



Bonifácio rapidamente enviou os outros representantes de Florença de volta, retendo apenas Dante em Roma. Entretanto, a 1 de novembro de 1301, Carlos de Valois entrava em Florença com os Guelfos Negros que, por seis dias, devastaram a cidade e massacraram grande número de partidários da facção branca. Instalou-se, então, um governo apoiante dos Guelfos Negros, e Cante dei Gabrielli di Gubbio foi nomeado "Podestà" (funcionário público designado pelas famílias mais influentes da cidade). Dante foi condenado, em Florença, ao exílio por dois anos, além de ser condenado a pagar uma elevada multa em dinheiro. Ainda em Roma, o papa "sugeriu-lhe" que aí se mantivesse, sendo considerado, a partir de então, um proscrito. Não tendo pago a multa, foi, por consequência, condenado ao exílio perpétuo. Se fosse, entretanto, capturado por soldados de Florença, seria sumariamente executado, queimado vivo.



O poeta participou em várias tentativas para repor os Guelfos Brancos no poder; em Florença, no entanto, devido a diversas traições, todas falharam. Dante, amargurado com o tratamento de que foi alvo por parte dos seus inimigos, afligia-se também com a inacção dos seus antigos aliados. Declarou solenemente, na altura, que pertencia a um partido com um único membro. Foi nesta altura que começou a fazer o esboço do que viria a ser a "Divina Comédia", poema constituído por 100 cantos, divididos em 3 livros ("Inferno", "Purgatório" e "Paraíso") com 33 cantos cada (exceptuando o primeiro livro que, dos seus 34 cantos, o primeiro é considerado apenas como Canto introdutório).



Em 1310, Arrigo VII do Luxemburgo invadia Itália. Dante viu nele a hipótese de se vingar. Escreveu-lhe, bem como a vários príncipes italianos, cartas abertas onde incitava violentamente à destruição do poderio dos Guelfos Negros. Misturando religião e assuntos privados, invocou a ira divina sobre a sua cidade, sugerindo como alvo principal do desagrado de Deus os seus mais tenazes inimigos pessoais.



Em Florença, Baldo d'Aguglione perdoou a maior parte dos Guelfos Brancos que estavam no exílio, permitindo-lhes o seu regresso. Dante, no entanto, tinha ultrapassado largamente os limites toleráveis para o partido negro nas suas cartas a Arrigo VII, pelo que o seu regresso não foi permitido.



Em 1312, Arrigo assaltou Florença, derrotando os "Guelfos Negros". Não há, no entanto, qualquer evidência de uma possível participação de Dante no evento. Há quem diga que Dante se recusou a participar num ataque à sua cidade ao lado de um estrangeiro. Outros, porém, sugerem que o seu nome se tinha tornado incómodo para os próprios "Guelfos Brancos", pelo que qualquer traço da sua passagem foi prontamente apagado para a posteridade. Em 1313, com a morte de Arrigo, morreu também a esperança de Dante de rever a sua cidade. Voltou para Verona onde Cangrande Della Scala lhe permite viver seguro, confortável e, presume-se, com alguma prosperidade. Cangrande é uma das personagens admitidas por Dante no seu Paraíso (XVII, 76).




Em 1315, Florença foi obrigada, por Uguccione della Faggiuola (oficial militar que controlava a cidade) a outorgar amnistia a todos os exilados. Dante constava na lista daqueles que deveriam receber o perdão. No entanto, era exigido que estes pagassem uma determinada multa e, acima de tudo, que aceitassem participar numa cerimónia de cariz religioso onde se retractariam como ofensores da ordem pública. Dante recusou-se a semelhante humilhação, preferindo o exílio.



Quando Uguccione derrota, finalmente, Florença, a sentença de morte que recaía sobre Dante foi comutada numa pena de prisão, sob a única condição de que teria de ir a Florença jurar solenemente que jamais entraria na cidade. Dante não foi. Como resultado, a pena de morte estendeu-se aos seus filhos.



Dante ainda esperou, mais tarde que fosse possível ser convidado por Florença a um regresso honrado. O exílio era como que uma segunda morte, privando-o de muito do que formava a sua identidade. No Canto XVII, 55-60, do Paraíso, Dante refere o quanto era dolorosa para si a vida de exilado.



Quanto à esperança de um dia voltar a Florença, Dante descreve o seu sentimento melancólico, como se já estivesse resignado a essa impossibilidade, no Canto XXV, 1-9 do Paraíso. É claro que isto nunca aconteceu . Guido Novello da Polenta, príncipe de Ravenna, convidou-o para aí morar, em 1318. Dante aceitou a oferta. Foi em Ravenna que terminou o "Paraíso" e, pouco depois, falecia, talvez de malária, em 1321, com 56 anos, sendo sepultado na Igreja de San Pier Maggiore (mais tarde chamada Igreja de San Francesco). Bernardo Bembo, pretor de Veneza, decidiu honrar os restos mortais do poeta, erigindo-lhe um monumento funerário de acordo com a dignidade de Dante Alighieri.




Texto retirado do wikipédia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Peça de teatro: Janta-me (última semana em cartaz)

.A peça Janta-me, da Cia. Dona Cena de Investigação Teatral, escrita por Alexandre Maximino e com direção de Maria Salgueiro, aborda através de um teatro não convencional, questionador e filosófico, temas como os desejos mais crus do ser humano. Sexo, traição, família e sociedade se desencadeiam numa trama em que fantasia e realidade se misturam.







Uma família liderada pelo seu patriarca Sérgio é totalmente desconstruída por conta de seus sonhos e desejos incontidos. A peça leva o público a questionar-se sobre os valores que cada um se impõe, sendo levado num jogo de hipocrisia onde se conflita verdades, mentiras e culpas.


O autor, Alexandre Maximino é formado em filosofia e busca em sua arte explorar as reflexões imprescindíveis à sociadede. Entre suas obras, lançou o livro Onde Mora a Lua, pela Editora Multifoco, em 2010. Como dramaturgo escreveu ainda a peça Pontos de Partida, A Louca?, na Veia, e após aliar-se às atrizes Márcia Salgueiro e Rose Becker, fundaram a Dona Cena Cia de Investigação Teatral e, que além de vários trabalhos, montaram a peça Janta-me.


A peça estará em cartaz somente até esse fim de semana, no sábado, dia 24 de setembro, às 20 horas, na Casa da Glória (Ladeira da Glória, nº 98, tel: 21 8121-8500), com ingresso a R$ 20,00. É a última oportunidade para apreciar esse excelente trabalho.


Ficha Técnica:


Autor: Alexandre Maximino; Diretora: Marcia Salgueiro; Elenco: Alessandro Moura, Ana Felipe, Ellan Lustosa, Fernanda Dias, Gabriel Martins, Jean Vitt, Leonardo Bassil, Michelle Raja, Muriel Vieira, Renarta Giardini, Rose Becker, Virgínia Maria;


Produção: Cia Dona Cena de Investigação Teatral


Foto: Divulgação
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Evento: Taverna surpreendente sob os versos de Mário Quintana!

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Nem o nó no trânsito que fez com que muitas pessoas chegassem atrasadas para o evento, atrapalhou a noite. O público compareceu em peso e a poesia de Mário Quintana foi celebrada com muita emoção pelos poetas tavernistas. Os poetas convidados não compareceram, porém a prata da casa fez com que a Taverna do dia 9 de setembro fosse uma das melhores do ano. Poetas de "chegada" como Janaína da Cunha, André Santana e o coruja Filipe Pamplona vestiram a camisa do time e deram um espetáculo a parte!

A contação de história Os Irmãos Coragens de André Correia, com Rosilene dos Santos, mostrou que a jovem já chega com muito talento. Depois, o fabuloso contador de histórias André Correia foi ao palco para dar a sua canja, encantando e tirando boas gargalhadas do público.

Não podemos esquecer de um dos pontos altos da noite, a cantora e dançarina do ventre Márcia Palmar deu um verdadeiro espetáculo, sendo suas performances os pontos altos da noite, sem dúvidas.

Os tavernistas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto abrem a noite que se torna uma festa de grandes surpresas.


O bardo Rodrigo Santos ora ao público os versos do grande poeta modernista da segunda geração. Mário Quintana marcou história com sua poesia.



O poeta Romulo Narducci foi o próximo a se apresentar, dando um tom mais feroz aos versos de Quintana.

Pakkatto, encerrou a homenagem ao poeta gaúcho com sua voz trovejante. Mas a Taverna estava apenas no início!



A contadora de histórias Rosilene dos Santos apresentou o texto Irmãos Coragens, de André Correia, com muita graça e talento.





Após os 3 Tavernistas retornarem e recitarem os seus poemas autorais, o poeta André Santana foi ao púlpito e "libertou" os seus livros a R$ 1,99!






Depois foi a hora e a vez do coruja Filipe Pamplona despejar seus versos em terras gonçalenses. O poeta recitou pela primeira vez na Taverna e mandou muito bem.




A tavernista Janaína da Cunha também mandou o seu recado. A "Pagu Tavernista", como foi apelidada carinhosamente por Pakkatto, recitou belos poemas de sua autoria.




Como a noite era de surpresas, André Correia apresentou ao público uma contação de história mais voltada para o público infantil e fez a platéia se sentir criança novamente às gargalhadas.




E como já haviamos falado anteriormente, um dos pontos altos, a tavernista Márcia Palmar trouxe a dança do ventre novamente à Taverna e deu um verdadeiro show incendiando a platéia em dua belíssimas performances.








E assim, a arte mais uma vez foi celebrada. Agardecemos aos artistas que participaram dessa edição e a todo o público presente! A próxima? Dante Aleghieri vem aí! Evoé!
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