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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Evento: Poemas, velas e vinho à Emily Dickinson

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No dia 13 de abril o evento Uma Noite na Taverna homenageou a poeta norte americana Emily Dickinson. Um público modesto de aproximadamente 80 pessoas compareceram ao SESC São Gonçalo para ouvir os poemas da poeta estadunidense. Uma das boas, foi a estréia da nova tiragem da camisa do evento que os poetas irão presentear os artistas (que se apresentarem) e o público presente (através de sorteio).


Os poetas tavernistas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Henrique Santos se revezaram nas homenagens lendo os versos de Emily Dickinson, e encararam uma platéia diferente da habitual. O público teve uma recepção morna no início do evento, que foi aos poucos ganhando mais calor de acordo com o desenrolar do evento.

o Bardo Rodrigo Santos (palavras, emoção e performance)


Henrique Santos, ou Pakkatto, voz de trovão nos versos de Emily Dickinson.


O poeta Romulo Narducci e sua fúria contida na poesia da artista homenageada


O evento teve seguimento com a apresentação dos trabalhos próprios do poeta Maycon Arcanjo, que mostrou um pouco de suas influências ultra-românticas que pendem de temas sociais a versos byronianos.



Após Arcanjo, a Taverna recebeu dois membros da banda A Tramma que fizeram um set acústico apresentando o excelente trabalho do grupo que verte do Pop Rock ao Rock Alternativo.





A surpresa da noite mesmo, ficou com a presença e a apresentação de Seu Antônio (da livraria Guttemberg), simpático português que declama com louvor e excelente performance a poesia de monstros sagrados como Fernando Pessoa e José Régio. Seu Antônio deu um espetáculo de interpretação!




Encerrado o evento com os poemas autorais dos tavernistas, a próxima missão foi no Navegantes Petiscaria no pós-Taverna com o evento Navegando na Poesia (noite adentro). 

Agora, com a licença poética da palavra, é esperar o cachorro louco do Paulo Leminski! Evoé!
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma Noite na Taverna com a poesia de Emily Dickinson

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É HOJE!

A edição de abril do maior evento de poesia de São Gonçalo - e um dos mais importantes do Rio de Janeiro - homenageia hoje, no SESC São Gonçalo, a poesia vanguardista (para a sua época) e inovadora da americana Emily Dickinson.


Nascida Emily Elizabeth Dickinson, em Amherst, 10 de dezembro de 1830 e "chamada de volta" (como está gravado em sua lápide) em 15 de maio de 1886 - aos 36 anos, Emily deixou a imagem de "excêntrica". Quando tinha cerca de 30 anos, encerrou-se na casa dos pais, de onde nunca saía. Recolhia-se quando chegavam visitas e só era vista em trajes brancos. Porém, apesar de reclusa e avessa ao contato social, era pródiga em suas cartas.

De seus poemas, escritos em verdadeira clausura, somente sete foram publicados durante sua vida (no total, são cerca de 1800 poemas). Inovadora na linguagem, ela desenvolveu formas originais de expressão. Até sua pontuação, marcada por travessões, é diferente de qualquer outro poeta de sua época. Para alguns analistas, a poeta usava os travessões como uma forma de marcar o ritmo.


Os temas de Emily são perenes. Os editores costumam agrupar seus poemas sob títulos como Vida, Amor, Natureza, Morte, Tempo e Eternidade. Os poemas da Bela de Amherst, como Emily ficou conhecida, foram publicados depois de sua morte, em 1890, 1891 e 1896. Somente em 1955 é que apareceu, pela primeira vez, uma edição de sua poesia completa.


 Sobre sua obra, escreveu o crítico e teórico da literatura Harold Bloom:

Em muitos de seus poemas mais contundentes, Emily Dickinson, que pertencia à classe burguesa, rompe com a tradição filosófica e cultural do Ocidente. Nesse particular, Dickinson estabelece um contraste marcante com seu poeta contemporâneo mais importante, Whitman, que, de sua parte, seguiu o mentor, Emerson, e que tanto inovou, primordialmente, em termos de forma e visão poéticas. Dickinson, tanto quanto Shakespeare e William Blake, repensa, em seus próprios termos, a experiência da vida. Quando lemos Dickinson, precisamos estar preparados para enfrentar a sua originalidade de raciocínio. A recompensa é singular, pois Dickinson ensina-nos a pensar com mais argúcia, com mais consciência da dificuldade que temos de romper as convenções de recepção literária tão arraigadas em nosso ser.

Dickinson é tão original que a tarefa de classificá-la com precisão é quase tão impossível quanto no caso de Shakespeare. Serão ambos poetas cristãos ou niilistas? Shakespeare esconde-se nos personagens, de modo que jamais sabemos se Hamlet e Falstaff falam por ele, ou, exclusivamente, com ele. Que conjunto de poemas de Dickinson, dentre os tantos excelentes que escreveu, representam-lhe a consciência ágil e mutável? As cartas não esclarecem essa questão (assim como não ajudam a decifrar a psi-cossexualidade da autora), pois, na verdade, não são cartas, no sentido corriqueiro do termo, mas poemas em prosa, escritos com o mesmo brilhantismo da poesia lírica.

E hoje, em mais UMA NOITE NA TAVERNA, o público gonçalense terá a chance de conhecer a obra desta que é uma das mais cultuadas poetas americanas, contemporânea de Walt Whitman e inspirada por Ralph Waldo Emerson.

Além da poesia de Emily Dickinson, o poeta Maycon Arcanjo volta à Taverna, e debuta nesta noite a poeta Yngrid Rodrigues. Encerra o evento, à luz de velas e com o tradicional vinho tavernista, a banda A Tramma, apresentando seu trabalho autoral, descrito pela própria banda como "plot-rock", uma quebra com a identidade do passado, misturando novas tendências, sem preconceito.

É hoje, no SESC São Gonçalo, a partir das 19 horas, com ENTRADA FRANCA. EVOÉ!


Foto: Nathalia Felix (Arquivo Jornal O Fluminense)
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