domingo, 22 de agosto de 2010

Evento: Uma noite... alucinante!

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Era sexta-feira 13 de agosto, do ano de 2010, quando o evento Uma Noite na Taverna saudou homenagens a Sociedade Epicureia. Então, após o crepúsculo, o véu da noite cálida e frio tomou conta do SESC São Gonçalo e os três poetas tavernistas trajados com vestes negras como o manto da escuridão, iniciaram o que muitos consideraram um ritual tredo, numa viagem fantástica ao desconhecido...

O dobre de sinos, o canto de animais peçonhentos e uma música sombria ecoam, os tavernistas adentram a Taverna e sobre a réplica de um crânio acendem uma vela, servem-se de vinho e ao público é entoada a oração do Pai Nosso, da obra Divina Comédia de Dante. Está começando o Uma Noite na Taverna em homenagem aos poetas da Sociedade Epicureia!


A performance macabra iniciou, e enquanto eram recitados pelos poetas Romulo Narducci, Rodrigo Santos e Pakkatto, as poesias de mestres como Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães, Fagundes Varela, Lord Byron, entre outros, ao fundo uma caminhada no cemitério do Maruí era contemplada pelo público temeroso e maravilhado, numa projeção.


Textos carregados de emoção e de clima denso foram despejados com inspiração pelos poetas ao público, que não teve tempo de respirar durante 30 minutos.

Estreando como poeta residente, Pakkatto, que sempre foi uma peça importante para o tavernismo, abriu um portal para uma nova fase do evento.


O ritual poético proferido pelos 3 tavernistas começou, o vento gélido da noite haveria ainda de trazer novos uivos poéticos para que o Uma Noite na Taverna prosseguisse com o louvor que os mestres do byronismo merecem. O poeta Fagner Gabriel foi o primeiro poeta convidado da noite.



Pela primeira vez no Uma Noite na Taverna, o poeta Fagner Gabriel recitou seus belos textos embebidos do doce veneno poético da poesia romântica e da cultura do rock.



E eis que então, surge um belo anjo, suave e fatal, com uma poesia coesa demais para a sua idade de apenas 13 anos, a poeta Juliana Bittencourt, um querubim de talento precoce e surpreendente deixa o público embevecido com sua coragem e seus versos contestadores.



A pequena-grande-poeta teve o público sob o seu controle e foi muito aclamada.


O ator e escritor Sérgio Santal foi até o púlpito e falou para o público sobre o lançamento do seu livro de contos Pulhas, que era lançado naquela tenebrosa e fatídica noite.
A convite do amigo, o ator Wanderson Rosceno fez uma leitura dramatizada de um dos contos do Pulhas, de Sérgio Santal.

A noite não havia acabado, um pavor ainda iria se instalar naquela taverna. Os cânticos clamados, eivas de despertar os mortos, trouxeram do além o Mensageiro Obscuro em sua forma mais horripilante: o Fantasma!


O Mensageiro Obscuro ululou seus textos ultra-românticos com sua performance condigna com a fantástica noite tavernista de sexta-feira 13. Com essa horripilante personagem, foi a segunda vez que o Mensageiro Obscuro se apresentou no evento.

O público permanecia enfeitiçado na noite que seguia com suas belas maldições, uma edição de Uma Noite na Taverna que superou todas as expectativas, apesar de já ser ter sido há muito conjurada pelos 3 tavernistas.



A noite pareceu ter fim, o público já tinha esperanças de salvação quando uma voz, de uma mesa suscinta da Taverna ecoou: "taverneiro, traga-me um pouco de vinho!"


O público se virou se indagando de onde vinha aquela voz angelical, mas que ao mesmo tempo possuía uma arrogância descomunal. Era um nobre cavalheiro, de tez pálida que despertava um misto de curiosidade e um estranho arrepio na espinha.



Estava iniciando a esquete teatral do ator Reynaldo Dutra, Uma Noite ao Luar!



Servido de vinho pelo poeta Romulo Narducci, o estranho homem aos poucos revelava sua identidade, deixando os presentes atônitos.


E porque não, logo naquela noite, na Taverna? Era de se perguntar o porquê numa sexta-feira 13, após invocações epicureias, fantasmas, anjos e trovadores terem estado ali, porque ele não haveria de surgir?



E para o terror dos presentes ele revelou seu nome, que de tantos e tantos que a humanidade conhece e desconhece, ele se apresentou como Satã!



E com isso, a esquete Uma Noite ao Luar, do ator Reynaldo Dutra (Cia Quarto de Teatro) foi aplaudida de pé por toda a Taverna, se tornando sem dúvidas uma das mais belas apresentações teatrais de todos os sete anos de evento. No local, ainda, havia uma linda exposição do cartunista e ilustrador Adam Rabello (vejam matéria sobre o artista e seus trabalhos aqui no Manifesto Tavernista).

Um evento fantástico em todos os sentidos! Quem compareceu, se deleitou com a alta qualidade das apresentações que marcarm como uma das edições históricas do Uma Noite na Taverna. Quem não apareceu, recairá uma maldição: será assombrado eternamente de arrependimento por ter perdido essa noite fantástica. Evoé!


Fotos: Rodrigo Santos, Beatriz Peixoto, Michele de Oliveira e Pakkatto.

Agradecimentos: Ao público, Ayres e toda equipe do SESC São Gonçalo, Cia Quarto de Teatro, a todos os artistas que se apresentaram, ao vereador Marlos pela presença com sua família e a todos que mesmo não tendo comparecido, vibraram energias positivas pr o sucesso do evento. Evoé!

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Teaser do Uma Noite na Taverna - Agosto 2010

Este foi o teaser trailler do evento, lançado no dia 13 de agosto para mostrar um pouco do que esperava a todos no evento.

Fica aí como teaser da matéria sobre o evento, maravilhoso. Evoé!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Esquete: Uma Noite ao Luar, com Reynaldo Dutra (Cia Quarto de Teatro)

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Reynaldo Dutra (Cia Quarto de Teatro), ator, diretor e professor da Oficina Teatral Corpo Expressivo do SESC São Gonçalo, trará ao Uma Noite na Taverna a esquete Uma Noite ao Luar, uma adaptação sua baseada na obra Macário de Álvares de Azevedo, onde o ator interpreta o Satã.

A esquete que o ator já encenou numa peça baseada nas obras de Álvares de Azevedo como Macário e Noite na Taverna, foi remontada especialmente para o evento que homenageará os poetas da Sociedade Epicuréia.

Reynaldo Dutra tem se destacado bastante, juntamente com a Cia Quarto de Teatro (Cia que idealizou junto do ator e bailarino Anderson Hanzen) participando de vários festivais de teatro, conseguindo resultados excelentes, como prêmios de melhor ator.

O próximo trabalho a ser apresentado pela Cia Quarto de Teatro será a peça Chumbo Grosso, que faz parte do circuito A Explosão Musical dos Anos 60, no SESC São Gonçalo.

A peça Chumbo Grosso acontecerá no dia 10 de setembro, às 19 horas, no teatro do SESC São Gonçalo - Tel: (21) 2712-3282.
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MACÁRIO, de Álvares de Azevedo

De difícil classificação quanto ao gênero, oscila entre o teatro, o diário íntimo e a narrativa (composição livre, meio diálogo, meio narração), que se estabelece através do diálogo entre Satã e Penseroso, tendo por centro os vícios e desatinos da cidade grande. Macário narra a saga de um jovem que viaja à cidade a estudos e, em uma de suas paradas pelo caminho, faz amizade com um estranho que se trata de ninguém menos que o Satã em pessoa.

A cidade descrita é São Paulo, que Álvares de Azevedo não perde oportunidade para criticar. Assim, ela é habitada por mulheres, padres, soldados e estudantes - lascivas as primeiras, dissolutos os segundos, ébrios os terceiros e vadios os últimos. Isto é: a terra é devassa como uma cidade, insípida como uma vila e pobre como uma aldeia. Mesmo as calçadas não escapam à tábula rasa, pois são intransitáveis e têm pedras que parecem encastoadas - as calçadas do inferno são mil vezes melhores. Macário, talvez a obra-prima de Álvares de Azevedo, é um drama que se passa em dois episódios.

No primeiro, o jovem estudante Macário chega numa taverna para passar a noite e começa a conversar com um estranho. O estranho revela ser Satã e leva-lhe a uma cidade (possivelmente São Paulo, não fica claro, mas a referência está lá) de devassidão, povoada por prostitutas e estudantes, onde Macário tem uma alucinação envolvendo sua mãe. Macário então acorda na pensão e a atendente reclama que ele dormiu comendo. Ele acha que foi tudo um sonho, mas ambos vêem pegadas de pés de cabra queimadas no chão. No segundo episódio, passado na Itália, Macário e outros estudantes aparecem em cena, confusos, deprimidos e em busca do amor puro e virginal. Seu amigo Penseroso acaba matando-se por amor enquanto Macário está bêbado. A peça acaba com Macário sendo levado por Satã a uma orgia em um bar, algo remanescente de Noite na Taverna.

O ambiente narrado por Álvares de Azevedo é marcado por uma dubiedade de significados que talvez indiquem a estrutura profunda do drama, construído sobre a reversibilidade entre sonhado e real, vacilante terreno onde, quando pensamos estar num, estamos no outro.

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Sérgio Santal lança o seu livro de contos Pulhas na Taverna

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Sérgio Santal é um artista incansável. Ator, diretor de teatro, escritor e poeta, além de participar do excelente projeto do programa Lerê, que envolve um jornalismo descontraído sobre arte, políltica e comportamento, de muito bom gosto.
Sérgio que dirigiu a esquete da Taverna passada E Por Falar em Pierrot retorna nessa edição para lançar o seu livro de contos Pulhas.
Pulhas, segundo o próprio autor, "é um manifesto sobre a segunda morte. A pior das mortes. E pior que morrer é não ter mais esperanças. Morrer é uma opção. Os senhores leitores vão constatar. Porém, pior que a morte é o vazio, é o não poder sequer morrer. As personagens são todas conhecidas. Conhecemos ou nos deparamos com cada uma todos os dias. Às vezes mantemos até uma certa convivência; por vezes a reconhecemos numa notícia nos jornais. As reconhecemos porque somos universais em inúmeros aspectos, aliás, somos espectros do outro".
O autor conta episódios recorrentes do cotidiano, porém que deixou de ser lugar comum para denunciar que os caminhos foram percorridos, embora ao escolher cada um se tenha cometido o primeiro de uma série de erros, desencontros e novas escolhas equivocadas desencadeando a morte como um ato de vida. O que não deixa de ser uma das verdades absolutas do homem. A morte é certa e morremos todos os dias de tanto medo dela.
Este livro de contos do poeta Sérgio Santal, revela o lado obscuro do autor que essencialmente escreve para a mulher. Vamos encontrar em cada conto algo comum: o ser humano em sua eterna busca pela vida, acaba descobrindo como certa, a morte.



O livro Pulhas de Sérgio Santal estará sendo autografado pelo próprio autor no Uma Noite na Taverna dessa sexta-feira 13 de agosto, a partir das 19 horas.

http://sergiosantall.blogspot.com/

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Fagner Gabriel: Correndo na estrada para a paixão

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Fagner Gabriel é outro poeta que estréia no Uma Noite na Taverna dessa sexta-feira 13. Além de ser poeta, Fagner Gabriel é professor de Educação Física, escritor, compositor e palestrante. Lembra o poeta que sempre lia desde muito pequeno, influenciado pelos pais que sempre o presenteava com muitos livros e revistas. Começou a escrver os seus primeiros versos poéticos aos 14 anos de idade, quando tentava decifrar as letras da banda de rock Legião Urbana e as músicas dos Beatles, quando criava continuações e escrevia ensaios sobre as músicas dessas bandas.
Hoje suas influências são variadas, mimetizadas dentro de seu estilo, ele se inspira através dos versos de poetas como Paul Verlaine, Carlos Drummond de Andrade, Castro Alves, e dos compostitores e cantores Renato Russo e John Lennon.
A primeira vez que o poeta Fagner Gabriel mostrou seus versos ao público, foi num concurso de poesia no ano 2000, em que era homenageado o poeta Carlos Drummond de Andrade, quando ficou em segundo lugar em sua categoria, sendo aclamado com a medalha de prata. Em 2007, o poeta declamou seus poemas na Semana de Letras da Universo de São Gonçalo.
POESIA
(as poesias foram removidas a pedido do autor)
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Juliana Bittencourt: Talento Precoce e Surpreendente

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Uma estréia mais do que surpreendente no Uma Noite na Taverna. Juliana Bittencourt passa a fazer parte do panteão de poetas prodígios do evento. Mas não é só isso, o evento acostumado a servir de palco de debut de talentos precoces terá a oportunidade de mostrar que a verdadeira arte não tem limites, pois essa menina que tem apenas 13 anos escreve acima da média. Um talento raro para sua idade, numa sociedade em que a banalidade toma de assalto os nossos jovens, desvirtuando-os da arte para a ignorância.
Juliana é a prova de que tudo isso pode ser diferente. Sua poesia que diz ser influenciada pelo modernista Mário Quintana, incrivelmente traça esboços de influências românticas e se enquadra maravilhosamente no que tendemos a chamar de estética tavernista. Não podemos negar que tamanha fora a nossa surpresa ao se deparar com sua idade após a leitura de seus textos, que trazem também um quê de contestação ao cotidiano e ao meio comum em que vivemos, banal e cruel. Prestem atenção nessa jovenzinha poeta, eis que mais um talento precoce irá debutar no Uma Noite na Taverna.
JULIANA BITTENCOURT Por Ela Mesma

"Meu nome é Juliana Bittencourt. Tenho treze anos e comecei a escrever aos oito anos de idade após ler um livro com poesias de Mário Quintana, que até hoje prevalece como minha inspiração artística. Tenho uma obsessão por livros, de todos os gêneros e uma mania de transformar minhas poesias em música, muitas vezes “brigando com meu violão”. Faço curso de teatro no SESC pois adoro encenar, levando em conta que como a poesia, a interpretação mostra pequenos detalhes, mesmo que sejam mínimos, sobre o que você pensa e respeita. Acredito que devido minha idade não recitei em muitos lugares, mas adquiri um pouco de experiência com alguns concursos escolares dos quais participei durante quatro anos, tendo o privilégio de receber em meu primeiro ano o prêmio de segundo melhor poema e melhor interprete do concurso. No segundo ano ganhei apenas como melhor interprete, no ano seguinte meu estilo poético mudou um pouco tendo como principal objetivo esclarecer críticas e provocar a conscientização de quem os lia, o que acredito que influenciou para que em meu terceiro ano de concurso eu recebesse os prêmios de melhor poema e melhor interprete. No quarto ano novamente fui premiada como melhor poema do concurso, mas acredito que não são troféus que fazem de mim uma poeta, aliás a poesia está muito além de premiações, para mim é uma forma de expressar meus pensamentos, e a vontade de mostrá-los que me motivou a recitar na Taverna. Desde já agradeço pela oportunidade que me concederam. Evoé!"

POESIA:

O Que Sou

Sinto um vazio em mim mesma
Perdida em um canto obscuro
Tenho medo da vida
Tenho medo do mundo

Me sinto uma estranha
Vasculhando a mesma resposta ridícula.
Tento gritar em protesto
Mas minha voz parece vencida

A noite se revolta contra minhas crenças
Grito suplicas sem saber o significado
Fantasmas me assombram trazendo lembranças
Esnobando de meu podre passado

Tantos olhos me discriminam
Por ser realmente que sou
Já não choro a batalha perdida
Não adianta, ela acabou

A as armas já não estão mais erguidas
O os navios não vão mais nos bombardear
Pois meu corpo já tão ferido
Desistiu sem ao menos lutar

Sou feita de retalhos do escuro da vida
E não conheço o livre arbítrio
Sou o que todos esperam
E um erro, para mim é um delírio

Tento rir da minha própria desgraça.
Fazer a loucura ser normal
Tento parar de escrever blasfêmias
Desligar um filme sem saber o final

As flores já estão murchando
E tudo que conheço se desfaz
Cale-te eu imploro...
Pois só quero viver em paz!

Conhecer o que de fato sou
E desculpe-me se não te espero
A vida é curta e nesse momento
Vou fazer o que acho que quero.

Homem de Lata

Numa noite serena
Encostado na sacada
úmida, fedida e molhada
Perdi o que chamava de vida

Ao encontro da morte corri
E ela, a mim esperava
Suspirava compassada e remota
Com sua foice erguida e apontada
Perguntou:
Tu és o homem de lata?

Humildemente respondi:
Não tenho alma, ou coração.
Pena ou piedade
Sou um andrógeno esquecido
O procura de sanidade
Morte, se assim quiseres
Assumo esta identidade
Homem de Lata serei
Para toda eternidade

O morte assustada com tal desespero, se calou.
Olhou-me de soslaio
E com pena de mim gargalhou...

E o que me dizes Homem de Lata
Veio me pedir um coração
Chame então Doroth, o espantalho
E se quiseres o Leão
Mas não sou como seu Deus, que prega a felicidade dos homens.
Pois da morte eu vivo, pois morte sou
Comovo-me mais com o pobre assassino
Do que a vítima que ele matou

Gargalhou fúnebre e plena
Naquela noite serena
Mas não me assustou, continuei seguro
E encarei a morte... Sim vi seus olhos
Vermelhos e tanto ódio
Dei um sorriso esnobe, que a fez estremecer
- Morte desgraçada! Não tenho medo de você!

Sei muito bem que não és Deus...
E se fosse, não lhe diria uma palavra
Não falo com me criou
Ou criou essa imunda raça
Raça, a qual temo pertencer
Mate-me eu imploro
Eu não quero mais viver

Um silencio fúnebre tomou conta da sacada
A morte sorriu
E naquele rosto podre
Pude ver a sombra de uma lágrima

Ser humano,
Humano Homem de Lata
Tu mereces a morte
E a morte te quer
Venha dormir comigo
Nobre Homem de Lata
Levar-te-ei sem cessar
Ao inferno do meu mundo
Onde esquecerá do que é vida
E dormirás em sono profundo

A morte sorriu e nada mais fez
Olhou para meu corpo imóvel a espera do fim
Esperando a cartada final, e o gosto da foice afiada
Eu sorria, e esperava a morte.

Eu...
O pobre Homem de Lata.

O Que Somos na Vida

Na vida somos todos fúteis
Cansáveis e volúveis
A qualquer finalidade

Na vida somos almas gêmeas
De Deuses e Diabos
Que nos fazem de escravos
De nossa própria fé

Somos todos putos
Que vendemos nossa podre paciência
Para simples insolências
Que me fazem acreditar
Que a humanidade está perdida
Viramos cobaias de nossa própria ciência
E é você que chama isso de vida

Somos um pedaço de nada
O nada que nos faz acreditar que somos tudo
E esse nada que nos engole
Me faz duvidar do mundo

Há anos não dou um sorriso sincero
Ou até mesmo um abraço
Eu que tanto critico a humanidade
Me acomodo neste descaso

Sou tão podre quanto o Baía de Guanabara
Poluída com meus pensamentos
Esqueci como se faz pra viver
E sobrevivo encenando momentos

Mas não ligue para o que eu digo
Beba para esquecer do mundo
Aliais beba um pouco de tudo
Se drogue ou tome veneno
Pouco me importo
É você que está vivendo.

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sábado, 7 de agosto de 2010

Matéria no Jornal O Extra: "Uma Noite na Taverna em cobertura no caderno Minha Cidade."

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Hoje, no dia 07 de agosto, uma semana antes da edição mensal do evento, saiu uma belíssima matéria no Jornal O Extra. No mês passado a jornalista Luana Soares esteve no evento cobrindo as apresentações e entrevistando os poetas tavernistas acerca dos objetivos e ideais do Uma Noite na Taverna.

A matéria foi publicada hoje no caderno MINHA CIDADE, que é distribuído para os municípios de São Gonçalo, Niterói, Maricá e Itaboraí.

Abaixo, a clipagem da matéria. Evoé!


Agradecemos a toda equipe do O Extra, em especial à jornalista Luana Soares pelo carinho e atenção dedicada ao evento.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Mensageiro Obscuro e seu mundo visionário e fantástico.

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Desde a segunda temporada do Uma Noite na Taverna o Mensageiro Obscuro vem se apresentando no evento com suas poesias fortemente influenciadas pelo ultraromantismo. Sempre com suas vestes, como um mago conduz ao público a um universo sombrio e magnífico com seus versos sempre muito bem escritos. Realmente um primor literário. Nada mais justo do que convocá-lo mais uma vez à Taverna na sexta-feira 13 de agosto, onde o evento irá homenagear a Sociedade Epicuréia.
Com a Palavra... O Mensageiro Obscuro!

Recitando pela primeira vez na Taverna, em 2005.

"Comecei a escrever oficialmente como Mensageiro Obscuro aos meus 20 anos em janeiro de 2004, assim reconstruí muito do que sou e de quem sou, todas essas transformações interiores fizeram com que eu me descobrisse um artista e investisse em mim, mesmo que tivesse que lutar contra todas as pessoas e obstáculos para meus objetivos, cada ano que passasse serviria para me aprofundar dentro do meu universo interior em constante expansão, desse universo rico em elementos é que surgem boa parte de minhas idéias em diferentes sistemas de produção das coisas que surgem dentro de mim.

Todas as fontes de inspirações servem direta ou indiretamente para aumentar meu prisma de idéias, daí surge a versatilidade da hibridez de idéias já criadas e alteradas em conjunção com minhas idéias sobrepostas. Produzo textos classificados como prosas, poesias, contos, crônicas, pensamentos, frases e um universo fantástico de RPG com sistema de jogo próprio.

Para estimular minha criatividade em cenários, narrativa, personagens e outros elementos literários sou profundamente inspirado por: aventura fantástica, realismo fantástico, ultra-romantismo e simbolismo; também abordando temas como o amor próprio, amor filosófico, onirismo, introversão, autobiografia, filosofia, ocultismo e heresia, misticismo, belicismo, ceticismo, ecologia, humor e erotismo.

Em meu espetáculo solo recito meus textos com expressividades teatrais e corporais, uso trajes estilizados e maquiagens exóticas, efeitos audiovisuais e outros detalhes, todos de minha autoria.


A criatividade do Mensageiro Obscuro (Taverna de 2005).

Utilizo como base para minha criatividade de cenários e narrativa elementos profundamente inspirados em:

01- Literatura [variados estilos de textos sobre: aventura fantástica; realismo fantástico; ultra-romantismo; decadentismo; simbolismo; insolitismo; surrealismo; modernismo e pós-modernismo; fábulas e mitologias; épico; RPGs e livros-jogos; horror e suspense psicológico, forense e fantástico; drama (tragédias, comédias, cotidiano etc.); teatrais (técnicas, estilos teatrais, tragédias, comédias, cotidiano etc.); ficção científica; cyberpunk; steampunk; revistas filosóficas, artísticas, científicas; revistas de histórias em quadrinhos (mangás, comics, manwás, novelas gráficas) etc.; fanzines de cenas culturais e dojinshi; humor; cordel etc.].

02- Outras artes [música e canto; cinema, teatro e TV; fotografia; arquitetura; desenho e pintura; escultura; ópera; artes marciais; dança; expressão corporal; arte cemiterial e tumular; artes marginais etc.].

03- Misticismo [filosofias e teorias místicas; magia teórica e prática; cabala e merkabah; terapias holísticas; yoga e meditação; heresia e oculto; alquimia; astrologia; animismo; xamanismo; paganismo e neo-paganismo; agnosticismo etc.].

04- Filosofias [pré-socrática; metafísica; epistemologia; ética; niilista; iluminista; marxista; positivista; existencialista; materialista; analítica; crítica; artística; científica; educativa; budista; taoísta; xintoísta etc.].

05- Mitologias e folclore [egípcia; mesopotâmica; indiana; indígenas latino-americanas, centro-americanas e norte-americanas; saxã e anglo-saxônica; germânica; latina; eslava; chinesa; japonesa; aborígene australiana etc.].
06- Cenas culturais [gótica; headbanger; punk; otaku; nerd; vampírica/vampyrica; steampunk; retrô etc.].

Também estou aberto a conhecer outras fontes de inspirações que criem um universo amplo para minhas obras."

Lugares onde já se apresentou

- Sarau Poesia Gonçalense na UERJ-FFP (Universidade Estadual do Rio de Janeiro - Faculdade de Formação de Professores) de São Gonçalo.

- Sarau "Uma Noite na Taverna" no SESC de São Gonçalo.

- Sarau "Diário da Poesia" no SINDSPEF (Sindicato dos Servidores Públicos Efetivados) em São Gonçalo.

- Evento de artes góticas "Plêiade Noturna" na Biblioteca Euclides da Cunha na Ilha do Governador - RJ.

- Livraria Ver&Dicto, em Niterói.


Com a sua peresonagem O Fantasma, em uma de suas últimas apresentações na Taverna, em 2009.

CONHEÇA O TRABALHO DO MENSAGEIRO OBSCURO:

http://abismo-do-obscuro.blogspot.com/

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Uma Noite na Taverna apresenta A Sociedade Epicuréia

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O evento Uma Noite na Taverna pela primeira vez homenageará a polêmica Sociedade Epicuréia. A Taverna contará com a poesia dos poetas residentes Pakkatto, Rodrigo Santos e Romulo Narducci e com os poetas convidados Fagner Gabriel, O Mensageiro Obscuro, Jéssica Hall e Juliana Bittencourt. O teatro terá sua presença com a esquete Uma Noite ao Luar, com Reynaldo Dutra (da Cia Quarto de Teatro), com um texto baseado no livro Macário, de Álvares de Azevedo. Ainda no local exposição de caricaturas de Adam Rabello e o lançamento do livro de contos "Pulhas", de Sérgio Santal. O Uma Noite na Taverna acontecerá na sexta-feira 13 de agosto, no SESC São Gonçalo, com entrada franca.

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A SOCIEDADE EPICURÉIA

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"Convivas do prazer, vinde comigo
Ao falgar dos festins; - encham-se as taças,
Afine-se o alaúde.
Salve, ruidosos hinos desenvoltos!
Salve, tinir dos copos!
Festas de amor, alegres algazarras

(Bernardo Guimarães - Hino do Prazer)

...
Mas o que teria sido a Sociedade Epicuréia? Muito se especula sobre esse movimento artístico acontecido na capital paulista em meados do século XIX. Alguns estudiosos, no entanto até colocam em questão a real existência da Sociedade Epicuréia. Mas o que temos em relato foram os registros documentados por Couto Magalhães em 1859 como uma associação secreta de poetas que buscavam viver os sonhos de Lord Byron. Sua fundação teria iniciado aproximadamente no ano de 1845 com um grupo de boêmios universitários da Faculdade de Direito, instalada no antigo Convento de São Francisco, liderados por Aureliano Lessa, Bernardo Guimarães e Álvares de Azevedo.

Academia de Direito do Convento São Francisco

Naquela época, a faculdade abrigava jovens de diversas partes do Brasil, relatos históricos revelam que os estudantes implementaram novas modas no vestuário e vitalizaram a região com novos hábitos como o de se reunirem nas ruas para se divertirem, criando a necessidade do surgimento de tavernas e livrarias,inaugurando assim o sentimento mais fortalecido de comunidade. Esportes como as caçadas e a natação, também foram incluídos nos novos hábitos, sem falar das bebidas, as novas maneiras de flertar e as orgias, que escandalizavam a comunidade patriarcal.

Muitas lendas cercam o que poderia ter sido a Sociedade Epicuréia, algumas relatam cultos dionisíacos, recitais fúnebres, invocações macabras, orgias intermináveis, uso exacerbado de álcool, entre outras polêmicas, são estes alguns dos relatos que cercavam a casa onde se reuniam diversos poetas e promissores escritores de nossa literatura na época. A casa era conhecida por Chácara dos Ingleses, porque seu primeiro morador foi o inglês John Rademacker, e ficava na Rua da Glória (hoje Praça Almeida Júnior), defronte a um cemitério de indigentes e de escravos.

Rua da Glória

Seus membros tinham a peculiaridade de chamar-se uns aos outros pelos nomes de personagens das obras de Lord Byron em suas reuniões fechadas, pois o intuito era colocar em prática as extravagentes fantasias do mundo literário do poeta inglês. Além de tudo, realizavam ainda manifestações artistas macabras pelas ruas de São Paulo e reuniões cerimoniais nos cemitérios paulistanos.

A CASA DO “CAPIROTO” (LENDAS OU VERDADES?)


Em Macário, obra de Álvares de Azevedo, Satã, ao chegar a São Paulo, diz: “Tenho uma casa ali na entrada da cidade. Entrando, a direita, defronte do cemitério.

Como já dito antes, as sessões realizadas na Chácara dos Ingleses e em outras repúblicas da periferia pelos membros da Sociedade Epicuréia abalaram e muito a pacata São Paulo da época. O historiador Couto de Magalhães conta que "Bernardo, Azevedo e (Aureliano) Lessa dispunham de tudo para o cerimonial da orgia. Tapetes, indumentária, caveiras, ossos humanos, trípodes, caçoilas, armações funerárias etc. Na Epicuréia dominavam reflexos de satanismo". O historiador implementou que as mulheres não participavam das sessões. "Mulheres só eram permitidas nas libertinagens sem cerimonial", explica Magalhães.

Bernardo Guimarães exagerava no álcool, principalmente o éter. "Ficou semanas inteiras sepulto, com os comparsas, nos comodos, bebendo sem parar. Registraram-se cenas indecorosas, impossíveis de serem narradas. E houve desregramentos piores, de horrorizar. As sessões terminavam quando não havia mais bebidas", relata Magalhães. O cerimonial obedecia algumas das orientações byronianas. Na casa eram soltos gatos pretos, sapos, corujas, morcegos, urubus, cobras, lagartixas e tudo quanto é bicho do folclore do horror. Entre uma declamação e outra de poemas, o vinho era servido em caveiras roubadas do cemitério de indigentes. Havia brindes a Baco, a Epicuro e a Sileno. Do lado de fora, sem entender nada e com medo, ficavam os escravos dos estudantes.


Bernardo Guimarães

Em algumas sessões, havia encenações d'A Divina Comédia. Em outras, enquanto alguns estudantes corriam pela casa imitando animais, Bernardo cantava canções macabras e Álvares de Azevedo lia contos de horror.

Os excessos alcóolicos dessas farras prejudicaram a saúde de muitos estudantes, levando-os à morte precoce. Esse não foi o caso de Bernardo Guimarães, que morreu aos 69 anos.

Verdade? Boatos? Bem, falácia ou não, esses fatores contribuíram para que fosse criado um caráter profano e de má reputação ao redor da Sociedade Epicuréia e seus membros. Porém, os fatos combinam-se com os mitos e a veracidade das informações fica comprometida ao analisarmos alguns fatores, como por exemplo:

Álvares de Azevedo possuía uma saúde frágil e uma personalidade introspectiva manifestada em seus versos. Além disso, o estudioso e dedicado jovem, teve uma importante parcela de sua obra construída durante o período que cursou a Faculdade de Direito. Portanto, é espantoso crer que o poeta promoveria e participaria das farras dionisíacas como as que compõem a reputação da Sociedade Epicuréia, e esmaecem no véu dos tempos. Porém, já não se pode dizer o mesmo de Bernardo Guimarães. Ferreira de Resende comenta que "Bernardo, portanto, nem estudava nem acordava para ir a aula; e ele teria com toda a certeza perdido o ano se não fosse um velho bedel da Academia, que se chamava Mendonça, o ajudasse ele não se formaria”. Bernardo definia a vida com uma gargalhada...


Álvares de Azevedo

Lenda ou não, o fato que importa é que a Sociedade Epicuréia é considerada por alguns, um grupo ou um período, onde se consolidou uma intensa e virtuosa produção literária estudantil. Até hoje, não houve um fenômeno de grandiosidade semelhante; e provavelmente não haverá. Isto porque a capacidade daqueles jovens poetas é incontestável, e o romantismo que circundava São Paulo daqueles tempos, jamais voltará a cena.

O crítico literário Antônio Cândido, no Estado de S. Paulo de 25.01.1954, assim sintetizou a Sociedade Epicuréia: "Ponto de encontro entre a literatura e a vida, onde os jovens procuravam dar realidade às imaginações românticas".

Registros relatam que entre os participantes mais ilustres da Sociedade Epicuréia estavam: Álvares de Azevedo, Andrada e Silva, Aureliano Lessa, Bernardo Guimarães, Bittencourt Sampaio, Castro Alves, Fagundes Varela, João Cardoso de Meneses e Sousa (Barão de Paranapiacaba), M.S. Mafra, Múcio Teixeira, Pires de Almeida, Teodomiro Alves Pereira e Zoroastro Pamplona, entre outros.

PARA ENTENDER:

EPICURO


Epicuro de Samos foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Epicuro nasceu na Ilha de Samos, em 341 a.C., mas ainda muito jovem partiu para Téos, na costa da Ásia Menor. Quando criança estudou com o platonista Pânfilo por quatro anos e era considerado um dos melhores alunos. Certa vez ao ouvir a frase de Hesíodo, todas as coisas vieram do caos, ele perguntou: e o caos veio de que? Retornou para a terra natal em 323 a.C.. Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.

O propósito da filosofia para Epicuro era atingir a felicidade, estado caracterizado pela aponia, a ausência de dor (física) e ataraxia ou imperturbabilidade da alma. Ele buscou na natureza as balizas para o seu pensamento: o homem, a exemplo dos animais, busca afastar-se da dor e aproximar-se do prazer. É uma doutrina muitas vezes confundida com o hedonismo. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa-medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. Entre os prazeres, Epicuro elege a amizade. Por isso o convívio entre os estudiosos de sua doutrina era tão importante a ponto de viverem em uma comunidade, o "Jardim". Ali, os amigos poderiam se dedicar à filosofia, cuja função principal é libertar o homem para uma vida melhor.

Pesquisado em vários sites da internet.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Evento: Homenagem a Vinícius recheada com diversas vertentes da arte!

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Foi assim: teve a Bossa Nova e a poesia de Vinícius de Moraes, Rock and Roll, dança, teatro, performance poética com carne crua, poesia high-tech, exposição de desenhos, entrevista para a imprensa, vinho e... caldo verde!
Espere! Não faz jus que o evento do dia 09 de julho que foi tão belo e atmosférico tenha tão enxugado resumo! A Taverna trouxe ao público, que se fez presente no SESC São Gonçalo, variadas vertentes da arte a começar pela exposição "Namorados" da ilustradora niteroiense Bianca Tupinambá, que ornamentou com a beleza e a suavidade de seus traços o ambiente da Taverna.

De forma diferente das outras edições que já aconceram durante essa temporada, o recital da Taverna iniciou de forma inovada, a voz de Vinívius ecoou com dois belos poemas e na sequência entrou em cena Camila Mira e Monique Ribeiro que executaram uma belíssima performance de dança ao som da música Falando de Amor, do poetinha.

As lindas bailarinas esbanjaram graça e leveza na execução da performance.


Após a dança, os poetas residentes Rodrigo Santos e Romulo Narducci iniciaram a homenagem poética a Vinícius de Moraes. O bardo tavernista Rodrigo Santos abriu o tributo com louvor.


O poeta Romulo Narducci seguiu com as homenagens. O marcante do evento foi o fato de que os poetas tavernistas decidiram recitar poemas de Vinícius de Moraes não tão conhecidos do grande público. O que valorizou bastante a homenagem que fugiu dos textos, que de tão ouvidos nas salas de aula, tornaram-se clichês. Nesse caso, a poesia foi mostrada com o brilho da arte, pura e simplesmente.



Um lamento ecoava de algum lugar na Taverna, antes mesmo do poeta Romulo Narducci encerrar as homenagens e eis que tomada a cena de assalto, surge Suzanne Moares em sua performance "Vermelho-sangue".

A poeta e atriz (da Oficina Corpo Expressivo, da Cia Quarto de Teatro) apresentou uma performance poética forte e intrigante, com doses de tensões e realismo, surpreendendo o público ao contracenar com carne crua.

A personagem encarnada por Suzanne Morares declarou amor e ódio a todos, retalhou pedaços da roupa e saiu de cena como entrou, com um uivo de desespero.
O trovador tavernista Pakkatto foi o próximo a se apresentar. Inovando e abusando da tecnologia, Pakkatto recitou com a ajuda de seu "controle remoto", e propôs um recital hightech, com fundos musicais e ecos de poemas gravados por ele que contrastaram com sua voz grave ao vivo.



Após o "off" de Pakkatto em seu maravilhoso "controle remoto" poético é hora do teatro reger o Uma Noite na Taverna. Em cena o ator Tiago Atzevedo e a atriz Andréia Bernadete apresentaram a esquete "E Por Falar em Pierrot", de Gabriela Slovick, com a direção de Sérgio Santal.



Gilber T e sua banda entraram no palco da Taverna e mostraram o um Rock Brasil esbanjando muita técnica com letras e canções formidáveis.

Na ocasião Gilber T lançou o seu novo CD "Eu Não Vou Morrer Hoje", que gravou pelo selo da Tomba Records, de Niterói.

Foi um show de muita energia, com muito vistuosismo, que o público curtiu bastante.


Após Gilber T não deixar pedra sobre pedra na Taverna, os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci retornam ao púlpito para declamar seus poemas autorais. Destaque para a ironia de Rodrigo Santos ao declamar seu poema "Vilipêndio a Vinícius" (que se encontra no Blog Evoé: http://www.evoetaverna.blogspot.com/) que arrancou boas risadas da platéia.


Romulo Narducci apostou em poemas mais românticos e os poetas se despediram do público, anunciando a próxima Taverna em homenagem à Sociedade Epicuréia!


Ah, sim! Ainda teve o vinho (servido pelas mãos dos próprios poetas)...


... e o caldo verde!


Agradecimentos: Ao público sempre presente (já virou bordão), ao SESC pela brava e valorosa parceria de sempre (outro bordão), à "tia" do caldo verde, a jornalista Luana do jornal O Extra (que nos achou na internet e se interessou em cobrir o evento para uma matéria), a Laurinho e Ana (companheiros de anos) e aos artistas que mais uma vez abrilhantaram o Uma Noite na Taverna! Evoé!
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