quarta-feira, 7 de julho de 2010

Exposição: "Namorados", de Bianca Tupinambá.

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Expondo no evento niteroiense Arte Jovem Brasileira

Bianca Tupinambá é carioca, tem 26 anos, é formada em letras em português/literatura. Ela descobriu a arte de ilustrar ainda adolescente quando começou a desenhar como hobby. Sua primeira experiência profissional com a arte foi uma ilustração feminina em preto e branco, posteriormente vendida para uma escritora, e desde então não parou mais de desenhar.
Atualmente Bianca expõe seus trabalhos em seu site site (http://www.vejoemcores.com.br/) e em outros sites de arte como o "Ask the Dust" , "LVCS4" , "Frente" , "DesignFlakes" , "Pã Revista de arte e cultura" além de participar como assistente editorial e ilustradora da revista eletrônica Aliás ( http://www.aliasrevista.net/ ), e também faz parte do site "Tupixel", catalogo de ilustradores brasileiros.
Ela já expos seus trabalhos no Sesc Tijuca no Projeto Geringonça e no espaço Convés no Movimento Arte Jovem, e agora nos dará o prazer de apreciar a sua mais nova exposição "Namorados" em nosso Uma Noite na Taverna.
A segiur alguns de seus trabalhos que estarão expostos na próxima sexta-feira, dia 09 de julho, na Taverna, a parir das 19 horas:













Há um ano Bianca Tupinambá se dedica em tempo integral ao seu trabalho como ilustradora. Depois de terminadas, as ilustrações são postadas em seu site. Os elogios são constantes, vindos tanto de amigos quanto de profissionais do ramo, e para ela não existe incentivo melhor para continuar.

Suas telas e ilustrações também estão à venda, o contato para encomendas é através do e-mail: vejoemcores@gmail.

http://www.vejoemcores.com.br/

http://twitter.com/vejoemcores

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Gilber T e suas viagens sonoras

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Pela segunda vez no Uma Noite na Taverna, Gilber T e sua banda irá apresentar no dia 09 de julho, o seu caldeirão musical que mimetiza do rock pesado, pop rock, black music a música brasileira. A novidade é o lançamento de seu segundo disco, Eu Não Vou Morrer Hoje, que traz a participação de vários artistas de conceito nos mais variados estilos. A banda Gilber T é composta por Gilber Chavão (voz e guitarra), Bruno Marcus (synth e banjo), João Pinaud (guitarra), Kléber Murilo (baixo) e Gil Mendes (bateria). Uma verdadeira viagem sonora, que a própria resenha da banda explica, com a palavra, Silvio Essinger:

"Entre a casa e o trabalho, faço o meu melhor. Vejam só! – a melhor pista para entender Gilber T está aí mesmo, na letra de uma das 12 músicas que compõem o CD Eu Não Vou Morrer Hoje. Alguns o conhecem como guitarrista do Laura Palmer, coletivo do Rio que resgata hoje o que de mais interessante havia no rock brasileiro dos anos 80: uma mistura de curiosidade, falta de cerimônia para quebrar barreiras e amor pela erudição pop. Outros ainda hão de lembrar de Gilber T como o guitarrista do Tornado, uma das várias bandas que botavam fogo no underground carioca dos anos 90 (de Garage Art Cult e demais buracos) friccionando black music e rock pesado.

Mas é de um outro Gilber, de que fala esse disco: o cara que concilia as dores e delícias do cotidiano – emprego formal, contas a pagar, mulher, engarrafamento, cachorro – com as viagens transcendentais que faz em sua própria cabeça, ao som da guitarra de Jimi Hendrix. Em seu momento de escape, a fuga é a música. E a música é sua melhor tradução, sua melhor crônica. De tudo que é e o que ainda pode ser. De um mundo complicado, veloz e perfeitinho, onde Bob Marley toca com acompanhamento dos Pixies num bar de São Gonçalo, com muita cerveja barata.

Todas as loas à tecnologia dos anos 00, que possibilitou ao cara sentar na frente de um computador e, no tempo livre, montar seu primeiro disco solo. Ele plugou suas guitarras SG e Telecaster na placa de som, escolheu os samples, programou as batidas, tocou baixos e sintetizadores e deixou o resto nas mãos dos amigos Bruno Marcus (que tocou mais alguns instrumentos, soltou beats e ainda cuidou da produção e mixagem), Gil Mendes (da bateria tribal e animal) e Ronaldo Campos (do baixo). Assim, com toda calma, foi feito o disco desse guitarrista e compositor influenciado por vários estilos, que, em suas próprias palavras, “junta, copia, sampleia, recicla e envolve com canções de três minutos em média, refrões repetitivos, alternando estrofe/refrão, eventuais solos de guitarra ou não, tudo conforme a cartilha pop.”

E vamos pela ordem. Eu Não Vou Morrer Hoje começa com “Se Você For...”, um ska contagiante, com beat de “Bone Machine”, o uiê! de Bob Marley, órgão e guitarra trêmolo – é aquela tal viagem, tentando unir Pixies e Marley, nas curvas da estrada de Tribobó (“Podia acelerar quando a polícia chegar. Podia correr quando a gasolina acabar”). Segue a vinheta “Epifania”, que tem tanto de Oriente Médio quanto do clima faroeste de “Unforgiven”, do Metallica – ela é, na verdade, a reciclagem de “Pirâmides”, tema que Gilber T compôs na adolescência e que ressurge como flashback de uma história muito pessoal. “Tenho uma Bomba”, por sua vez, é o cara brincando de Beck, ao juntar guitarra slide e beatbox de dancehall. E o que você ouve ali no meio não são scratches – são efeitos de chave de guitarra, ferozes, bem Rage Against The Machine. Na letra da canção, Gilber investe em metáforas para falar de um amor explosivo, imaginando um jardim de rosas da Faixa de Gaza (“Escolha o fio certo e desarme minha tristeza”).


Na seqüência, “Hey Menina” surge pop, folk e ensolarada como as boas músicas do Sublime. É violão e beats, com toques de guitarra Hendrix de Axis Bold as Love – ouça lá e depois venha dizer se Gilber T não sabe o que faz com as seis cordas! A eletrônica junta bateria acústica e eletrônica, costurando também samples de Prince e Nina Simone em mais uma canção de amor do disco. Já o samba-rock “Bel 2604” é a música que o guitarrista fez para a mulher – se Jorge Ben cantou em verso e suingue as suas Teresas e Domingas, porque Gilber T não pode fazer o mesmo com a sua Isabel? A festa de percussão, dos amigos Fábio Lessa e Paulo Márcio e o piano elétrico à la Beck de “Where It’s At?” embalam versos tipicamente benjorianos como “esculpi o seu rosto numa ametista / minha obra de mestre, minha peça mais rara.” Uma outra musa dá as caras na latina (com direito até a bongozinho sampleado) “Silêncio Hola”: é Luciana Lazulli, vocalista do Laura Palmer, emprestando sensualidade a esse pop hipnótico, meio Happy Mondays e cheio de poesia (“Enquanto o sono não me entorpece / mergulho na paz que não me adormece”).


E chegamos enfim a “Eu Não Vou Morrer Hoje”, música que dá título ao disco e que nasceu numa viagem de van, em tempos de baixo astral, com muito Fevers na cabeça. Depois, com um pouco dos sintetizadores de The Cars para colorir e uma citação a Joy Division (“eu não vou morrer hoje / eu soube quando ouvi ‘Love Will Tear Us Apart’”), ficou pronta essa música que oscila entre extremos de sentimento. “Nas estrofes, a letra é alegre e a melodia é triste. No refrão, a letra é densa, mas a melodia é alegre”, explica o autor. Daí viramos a esquina e lá estamos nós na “Alameda São Boaventura” (via que liga a Ponte e o Centro de Niterói e Alcântara e Marica) – a “Crosstown Traffic” de Gilber T, composta (como é de praxe) no trajeto para chegar ao trabalho. A bateria tribal de Gil Mendes e o rap inspirado de Speed Freaks (um dos melhores amigos de Gilber, morto recentemente) acompanham a epopéia urbana e um tanto lisérgica do guitarrista. O sinal verde, o verdinho queimando no cigarrinho maluco, a buzina da gata... As imagens abundam. “Gasolina carbura, esquentando a cidade / o chão arde / Speed e Gilber, catástrofe urbana em alta velocidade”. E o trânsito parado na Alameda.

Tem horas em que dá vontade de pegar uma estrada vazia e fugir. E aí vem, em seguida, a bela faixa “Eu, Você e Suzie”, um emotivo country & western que é puro Johnny Cash. “Eu estava muito a fim de fazer uma canção em que citasse minha cadela Suzie, como se fosse uma descrição de uma fuga minha, de minha mulher e de Suzie por uma estrada sem fim que sempre sonhei em percorrer, mas que até então não tive a oportunidade”, conta Gilber. Suzie morreu dois meses depois de a música ter sido gravada. “Mas ainda consegui registrar seus latidos.” Logo depois, é a vez de “Seu Amor é Suicídio”, canção que tem Portishead, folk, Bob Marley, ragga e mais imagens on the road (“Guiando meu carro em baixa velocidade / rodando a cidade / buscando as cores de um fim de tarde”).


E assim chegamos ao fim da viagem de Eu Não Vou Morrer Hoje com “Numsobranada”, faixa na qual Gilber solta um rap em parceria com o niteroiense De Leve sobre uma gorda base eletrônica, entre o Miami bass de um 2 Live Crew e um future funk de Missy Elliot. “Nem imaginava em fazer letra”, conta ele. “Mas um dia indo para casa, parei com meu carro em cima de uma pedra que duas semanas antes tinha arrebentado meu cano de descarga. Daquele dia em diante, toda vez que não batia o fundo do carro na pedra eu cantava: Desviei da pedra! Aí, me deu um estalo e pensei em desenvolver uma letra de conotação espiritual. Juntei trecho da Bíblia, citei a caminhada de Cristo e falei das coisas de moleque, tipo ser benzido contra mau olhado.” Clóvis, um colega de trabalho de Gilber fez a introdução Tim Maia Racional da canção e Pedro Selector, dos Seletores de Freqüência de BNegão, mandou ver no trompete. É pra cantar junto: “Desviei da pedrada, ouça o som da estilhaçada. Desviei da pedrada, se bater numsobranada.” E aí fica a lição de Gilber T, o homem que, apesar de tudo, fez o seu disco. E agora espera que você o ouça – até o ponto final."

Silvio Essinger, Janeiro de 2010.


UTI” é a faixa bônus, feita com os amigos De Leve, Rabu Gonzáles e Speed Freaks. Infelizmente, após essa gravação, o rapper Speed Freaks, um dos precursores do hip hop no Brasil e amigo de infância de Gilber, morreu assassinado em circunstâncias ainda não esclarecidas. Presume-se que este seja o último registro da voz de Speed Freaks.

Este disco é dedicado à sua memória.

Paz.

Contatos: gilbergtr@gmail.com

Assessoria de Imprensa: mansur@gravemusic.com.br

www.myspace.com/gilbert2604


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Monique Ribeiro e Camila Mira: dançando para Vinícius.

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Monique Ribeiro e Camila Mira farão uma bela apresentação de dança no Uma Noite na Taverna dessa sexta-feira, em que as homenagens estão voltadas para os 30 anos sem o poeta Vinícius de Moraes. As duas belas e jovens artistas, além da dança estão envolvidas com o estudo do teatro e da literatura. Mas é na dança que ambas se realizam como artistas, participando de vários eventos em que se apresentam solo ou em grupo.
Monique Ribeiro e Camila Mira, frequentadoras de longa data do Uma Noite na Taverna, enfim, se apresentarão no evento prometendo uma belíssima performance em homenagem ao poeta Vinícius de Moares, onde farão uma performance com a música "Falando de Amor".

MONIQUE RIBEIRO

"Me deram a tarefa de escrever sobre o meu contato com a dança. Acho que o homem (o bicho gente) reconhece o belo, então pensar quando foi que eu comecei a reconhecer o belo e como por ele me deixei levar é algo que, sinceramente, não faço idéia. O que não me impede de arriscar! Sou da geração “Xuxa” (lembra da bota de paquita? Eu adorava, tinha uma vermelha! Lembra das Paquitas?! “É tão bom! Bom Bom Bom ... quem quer bom? Bom, bom, bom...”), “Angélica” (“ Vou de táxi, c' sabe...”), “Trem da Alegria” (“Ô ô ô ô ô ô... Olha o lobisomem!”) ... (risos) nossa que velha! Mas acho que foi assim que comecei a dançar! Ah, sim! Sou da época da lambada... “Dançando lambada ê, dançando lambada, ah”... e da época do É o Tcham! (risos). É! Comecei a dançar na frente da caixinha mágica... Aos cinco anos fazia aulas de Ginástica Rítmica, depois parei e fui fazer teatro. Aos vinte e um anos de idade, quando comecei a estudar História na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, tinha aula vaga nas segundas e quartas no exato horário em que um grupo de dança ensaiava no Palácio de Cristal. Um belo dia, motivada por minha curiosidade (pela dança e pelo lugar), quis ir até lá pra ver qual era, me apaixonei pelo grupo e estou lá até hoje. E ponto final, mas não o fim..."




CAMILA MIRA

"Comecei a dançar a partir do momento que comecei a andar. Minha familia conta que eu não podia passar por nenhum lugar com música que começava a dançar, até em frente de igreja, isso eu tinha 1 ano e pouco. Mas na dança mesmo eu comecei na escola, com 5 anos, fazendo jazz, minha mãe que quis me colocar, pois ela sempre gostou de dança e aproveitou meu entusiasmo para fazer o que ela também sempre quis. Meus pais sempre foram meu incentivo nesse caminho. Participava de todas as coreografias da escola que eu podia. Aos 9 anos entrei numa academia para fazer jazz moderno e fiz minha primeiro apresentação para uma grande público, dancei num evento na na quadra da universo de São Gonçalo. Me lembro até da roupa era o famoso conjunto da Bad Boy, que coisa horrível era aquilo! (risos) Depois o jazz acabou na academia, e voltei para a escola primária que eu estudava fiz lá até quase 12 anos, mas o jazz também acabou lá, só tinha ficado eu de aluna. E depois disso a única coisa de dança que tinha mais perto de onde eu morada era o que tava na moda na época, a lambaeróbica. fiz seis meses aos 13 anos e odiei, foi minha fase mais trash na dança. (risos) Com 14 anos entrei numa outra academia para jazz novamente, e a professora tinha um grupo do qual comecei a fazer parte, e assim para o primeiro grupo de dança o Stúdio de Dança Raquel Rosãnea, que continuo até hoje e tenho um grande carinho. Nesse grupo tive contato com o Hip-Hop e a Dança de Salão. Mais tarde uma de minhas irmãs mais velhas passou a fazer dança do ventre e eu comecei a aprender com ela em casa. Hoje ela é professora de dança do ventre e até hoje continua me ensinando algumas coisa quando pode. Aos 19 anos entrei para a Faculdade de Formação de Professores da UERJ para fazer Pedagogia e lá conheci o Projeto "Quem Dança faz Arte" Que também faço parte até hoje, onde temos aulas de jazz contemporâneo, ballet contemporâneo e o que mais houver necessidade. (risos) Onde lá conheci conheci a Monique, e criamos uma amizade muito forte, uma companhia nas mais loucas viagens mentais."

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A dança sempre marca presença no Uma Noite na Taverna, já houveram no evento manifestações diversas de Dança do Ventre e até de Dança Contemporânea. É uma arte que a cada dia se valoriza pela beleza e pela constante evolução que faz parte das artes mais sublimes.

"Quando eu nasci / Já dançava", disse Mário de Andrade em um de seus versos. Assim, como o poeta modernista é a humanidade. Desde os primeiros vestígios do ser humano, tem-se registros de que a dança estava presente nas suas mais diversas manifestações. Sendo assim, temos que a dança existe há mais de 10 mil anos, desde que o homem se organizou socialmente. Foi dela, de suas manifestações ritualísticas que surgiu o teatro. E junto do teatro, é umas das três manifestações das Artes Cênicas mais antigas, ao lado também da música.

Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.

A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.

Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma Noite na Taverna com a poesia de Vinícius de Moraes (30 anos sem o poetinha)

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No dia 09 de julho, exatamente no dia em que faz 30 anos de morte de um dos maiores poetas de nossa história, o nosso evento Uma Noite na Taverna, mais uma vez, homenageará o incomparável Vinícius de Moraes.
É a terceira edição da Taverna em homenagem a Vinícius, que fora também o primeiro poeta consagrado homenageado pelo evento, em fevereiro de 2004. No ano passado a homenagem aconteceu no dia 13 de fevereiro. Assim, Vinícius de Moraes torna-se o poeta mais homenageado pelo Uma Noite na Taverna. Como podem ver, ele sempre volta! Parece que o Poetinha gostou mesmo do clima boêmio do evento.
O Uma Noite na Taverna estará muito especial, pois será agraciado mais uma vez por diversas vertentes da arte com uma seletiva de excelentes artistas. Os poetas residentes e idealizadores do evento, Rodrigo Santos e Romulo Narducci, homenegearão Vinícius de Moraes com leituras de vários poemas do artista.
O evento ainda conta com a participação do trovador tavernista Pakkatto que recitará seus trabalhos próprios; com a performance poética "Vermelho-sangue" da poeta e atriz Suzanne Morais; com a música da badalada banda Gilbert T, que se apresentará pela segunda vez no evento e estará lançando o seu CD "Eu Não Vou Morrer Hoje"; com a esquete teatral "E por Falar em Pierrot", de Gabriela Slovick, direção de Sérgio Santal, produção de Carolina Dias, com os atores Tiago Atzevedo e Andréa Bernadete; e ainda com a exposição "Namorados" da artista plástica e poeta Bianca Tupinambá.
BIOGRAFIA

Nascido em 19 de outubro de 1913 como Marcus Vinícius de Mello da Cruz Moraes, no Rio de Janeiro, Vinícius de Moraes viria a ser um dos maiores artistas brasileiros que o mundo já conhecera. Filho de uma família amante das letras e da música, Vinícius seguiu por opção as duas vocações. Ainda no colégio e no período da faculdade de Direito, na qual formou-se em 1933 - porém nunca exercera a profissão de advogado -, escrevera escrevera letras para os foxtrotes "Loura ou Morena" (com Haroldo Tapajós) e "Dor de Uma Saudade" (com José Medina) e a valsa "Canção para Alguém" (com Haroldo Tapajós).
Nessa época, também publica seu primeiro livro de poesia "O Caminho Para a Distância", considerado imaturo pelo próprio poeta. Tornou-se amigo de Oswald de Andrade, Manoel Bandeira e Mário de Andrade, porém afirmava que sua maior influência poética ainda era o seu pai, Clodoaldo da Silva Pereira Moraes, que o próprio Vinícius dizia ser um poeta pós-parnasiano com um pé no Simbolismo.
Recebeu o "Prêmio Felipe D'Oliveira" pelo livro "Forma e Exegese", em 1935. No ano seguinte, lançou o livro "Ariana, a Mulher", quando obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos depois, Vinícius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford, onde conheceu as obras de Shelley, Keats, Yeats, Coleridge e Shakespeare.

Em 1941, por causa da 2ª Guerra Mundial retornou ao Brasil e empregou-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã" e colaborou com suplementos literários em jornais e revistas. Mas como isso não rendia nem para o uísque, como o próprio dizia, empregou-se no Instituto dos Bancários e começou a estudar para o Itamaraty. Nessa época, seus versos eram marcados por uma linguagem mais simples, sensual e, carregados de temas sociais. Em 1943, publicou o livro "Cinco Elegias", que marcou esta nova fase, e "Poemas, Sonetos e Baladas", em 1946 - obra ilustrada com 22 desenhos de Carlos Leão.

Aprovado no concurso, após estagiar com João de Cabral de Melo Neto, em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte de seu pai, em 1950, Vinícius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 50, Vinícius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.

Além, da carreira diplomática, de onde atuou até o final de 1968, Vinícius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", obra de 1954. Além da diplomacia, do teatro e dos vários livros publicados, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu um jovem pianista, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, Tom Jobim, que na época tinha 29 anos e vivia da venda de músicas e arranjos nos inferninhos de Copacabana -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas, ajudando a dar explosão a partir de 1958 em um dos maiores movimentos da música brasileira, a Bossa Nova.



Vinícius e Tom Jobim

Na década seguinte, Vinícius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime. Em 1964, após voltar novamente de missão diplomática ao Brasil, logo se apresentou na boate "Zum-zum", ao lado de Dorival Caymmi, Quarteto em Cy e o conjunto de Oscar Castro Neves. O concerto teve repercussão no meio artístico, sendo lançado o LP pelo selo Elenco, contendo composições como "Bom Dia, Amigo" (parceria com Baden Powell), "Carta ao Tom", "Dia da Criação" e "Minha Namorada" (parcerias com Carlos Lyra), e "Adalgiza", "... Das Rosas" "História de Pescadores" e "Saudades da Bahia" (parcerias com Dorival Caymmi).


Durante 1968, Vinícius de Moares participou de shows em Lisboa, na companhia de Chico Buarque e Nara Leão. Também naquele ano, a convite do crítico Ricardo Cravo Albin, Vinícius prestou histórico depoimento para o Museu da Imagem e do Som (de onde era membro do Conselho Superior de MPB). Mas foi também no ano de 1968 que marcou o fim da carreira diplomática de Vinícius de Moraes. Após 26 anos de serviços prestados ao MRE, Vinícius foi aposentado pelo Ato Institucional 5, fato que o magoou profundamente. No dia em que o ato era editado, Vinícius encontrava-se em Portugal onde realizava um concerto. Após este espetáculo. estudantes salazaristas estavam aglomerados na porta do teatro para protestar contra o poeta. Avisado disto e aconselhado a se retirar pelos fundos do teatro, o Poetinha preferiu enfrentar os protestos e, parando diante dos manifestantes começou a declamar "Poética I" (De manhã escureço / De dia tardo / De tarde anoiteço / De amor ardo). Então, um dos jovens retirou a capa de seu traje acadêmico e a colocou no chão para que Vinícius pudesse passar sobre ela - ato imitado pelos outros estudantes e que, em Portugal, é uma forma tradicional de homenagem acadêmica.

Vinícius, Marieta Severo e Chico Buarque

Em 1969, iniciou suas primeiras composições com um novo parceiro, o violonista Toquinho. Desta parceria, vieram os clássicos como "Como Dizia o Poeta", "Tarde em Itapoã" e "Testamento". Em 1970, Vinícius se apresentou na casa de espetáculo carioca Canecão, com o parceiro Tom Jobim, com o violonista Toquinho e a cantora Miúcha. O show, que relembrou a trajetória do poeta ficou quase um ano em cartaz devido ao grande sucesso obtido. Outra apresentação marcante de Vinícius de Moraes, ao lado de Toquinho e da cantora Maria Creuza, foi em Buenos Aires, na boate La Fusa. O antológico concerto resultaria no LP ao vivo "Vinícius En La Fusa", uma das mais belas jóias guardadas ao vivo da música brasileira. Durante essa década Vinícius seguiu lançando álbuns e livros de grande sucesso.


Toquinho e Vinícius


Vinícius e Os Cariocas


Tom Jobim, Vinícius, Ronaldo Boscoli, Roberto Menescal e Carlos Lyra.

Há exatos 30 anos, na madrugada de 9 de julho de 1980, Vinícius de Moraes começou a passar mal na banheira da casa onde morava na Gávea, vindo a falecer depois. O poeta passou o dia anterior com o parceiro e amigo Toquinho, com quem planejava os últimos detalhes do volume 2 do álbum "Arca de Noé". Em 1981, este LP foi lançado.

BIBLIOGRAFIA



- O Caminho Para a Distância (1933);

- Forma e Exegese (1935);

- Ariana, a Mulher (1936);

- Novos Poemas (1938);

- Cinco Elegias (1943);

- Poemas, Sonetos e Baladas (1946);

- Pátria Minha (1949);

- Antologia Poética (1954);

- Livro de Sonetos (1957);

- Novos Poemas (II) (1959);

- Para Viver Um Grande Amor (1962);

- A Arca de Noé (Poemas Infantis) (1970);

- Poesia Completa e Prosa (1998).


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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Evento: Uma Taverna memorável!

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"Uma Taverna como há muito tempo não acontecia!" Foi o comentário do poeta e artista plástico Welington de Sousa ao final do evento que aconteceu em homenagem à poeta Cecília Meireles. Um time de artistas de peso agitaram a noite no SESC São Gonçalo, que mergulhou no clima atmosférico do Uma Noite na Taverna. O evento iniciou com a homenagem do poeta Rodrigo Santos à Cecília Meireles, que recitou poemas da homenageada pouco conhecidos do grande público.

Após o bardo tavernista, o poeta e ator André Santana falou do seu livro de poesia Fina Flor e recitou seus poemas autorais, como sempre de um jeito bastante performático.


Após a sua apresentação, André Santana autografou o seu primeiro livro de poesia, que era lançado especialmente naquela noite.

O poeta Romulo Narducci chegou da apresentação da peça O Pior de Mim Mesma, em que participou no teatro do SESC, ao lado de onde acontecia a Taverna, e assumiu o seu posto de poeta residente nas homenagens à Cecília Meireles.

Lara Douétts foi a próxima a se apresentar. A poeta Joaninha apresentou uma performance poética com o poema Pingüins de Rodrigo Santos. A poetinha deu um show, sendo muito aplaudida pelo público.



A bela e talentosa poeta Larissa Mitrof que já vem se apresentando desde 2008 na Taverna foi a seguinte a mostrar ao público a sua poesia. A poeta recitou seus poemas de um jeito despojado e com uma certa picância trazida à tona pelo calor de seus versos.


Welington de Sousa entrou em cena mais introspectivo, com uma poesia mais densa e compassada, um pouco diferente do que costuma apresentar. Mas tal surpresa fora bastante agradável, é sempre bom ouví-lo recitar, Welington é um dos artistas militantes de São Gonçalo mais antigos na cena.



A parte dos artistas convidados foi encerrada com a peformance de outra veterana da arte de São Gonçalo: Suani Armond. Suani levou para a Taverna a sua performance O Guerreiro Solar, trecho de seu livro autoral. Com o domínio da cena, foi muito aplaudida pelo público.

André Santana retornou ao palco e cantou um Rap com sua amiga falando de paz.


Encerrando mais uma Noite na Taverna, os poetas residentes Rodrigo Santos e Romulo Narducci apresentaram os seus poemas próprios. Destaque especial para o bardo Rodrigo que recitou de forma memorável a sua poesia autoral que trouxe carregada de sinismo e ironia. Romulo Narducci se deteve em apresentar sua poesia erótica, relembrando muitos poemas de seu livro Orações Licenciosas.



Foi realmente, como já dito antes, uma noite memorável! Um evento que foi sem dúvidas instrumento de celebração à arte!

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Agradecimentos: Primeiramente ao público que compareceu fazendo a beleza da Taverna (sem vocês não há Taverna), aos amigos da M & C Fotografias e do Blog do Lerê (mais uma vez obrigado pelas fotos e pela presença), Ayres Filho e equipe SESC (time de ouro é esse!) e à atriz, escritora e diretora teatral Eliene Narducci por ter comparecido a mais um evento, para nos prestigiar.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lara Douétts: A joaninha tavernista apresentará poesia e performance

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Lara Douétts, também conhecida por Lara Joaninha, é um talento precoce da poesia. Começou a escrever com apenas 12 anos influenciada por Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Manoel de Barros, e com o tempo alguns outros artistas passaram a exercer influenciara em seus escritos, como Chico Buarque e Elisa Lucinda.
"A primeira vez que tivecoragem de recitar meus poemas foi na Taverna, e desde então a Taverna virou oponto de equilíbrio onde consigo perceber a reação do público diante das minhaspoesias, recitei em alguns poucos outros lugares, participei de um concurso depoesias, ganhando duas categorias: melhor intérprete e poesia", diz a prodigiosa poeta que atualmente é graduanda em Geografia, pela UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Lara tem um estilo performático e visceral de recitar os seus textos, que muitas vezes surpreende o público, pois quem a vê, graciosa e meiga, não imagina o impacto que sua poesia pode causar.

Lara Douétts, além de seus poemas autorais promete uma performance com uma poesia do bardo tavernista Rodrigo Santos... Surpresa!

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Artes Plásticas: Patty Silva e seu universo multicolorido.

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Pela primeira vez, o Uma Noite na Taverna recebe a exposição da excelente artista plástica carioca Patty Silva. Patty é uma artista plástica contemporânea de muito talento, incansável e batalhadora, reconhecida internacionalmente. Já expôs suas obras em diversas galerias no Brasil, como também na Itália e Portugal.
Confiram algumas de suas belíssimas obras:

O Pequeno Príncipe



Noite dos Pássaros


Castelo Medieval


Mundo África

O seu estilo próprio e inconfundível, busca sempre o equilíbrio entre as formas e as cores. Autodidata, Patty Silva faz fusão entre pontilhismo, figurativo, abstrato e surrealismo.

A artista plástica estará expondo na Taverna de hoje algumas de suas obras a partir das 19 horas em ponto. Vale a pena conhecer tão belo trabalho.

Visitem o Blog de Patty Silva:

http://pattysilva89.blogspot.com/

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