quinta-feira, 9 de junho de 2011

A poesia do tavernista Eduardo H. Martins: A sutileza de um furacão

* Eduardo H. Martins é artista militante que veste o ideal do Uma Noite na Taverna. Já participando do evento, que já é considerado um movimento artístico na cidade de São Gonçalo, desde o ano em que tudo começou, Eduardo é poeta, designer e fotógrafo da Taverna. Vem galgando lado a lado dos 3 tavernistas residentes e já foi carinhosamente apelidado pelo poeta Pakkatto por "nosso d'Artagnan tavernista".

A poesia de Eduardo H. Martins vem a cada dia se tornando mais coesa. Seus textos têm ganhado mais força de expressão. Muitas vezes, o poeta destila um imenso ceticismo em relação ao meio e ao mundo que nos cerca, isso de uma forma tão cínica pela sutileza que carrega, que se fosse música soaria como uma valsa. Mas a sutileza com que recita seus versos e desenvolve seus textos, só está na primeira impressão, é o deslinde, é a preparação em versos ou prosas de um bom soco na boca do estômago. Também, não é para menos, o poeta bebe de fontes nobres do mais puro veveno. Eduardo H Martins é adepto e seguidor implacável da poesia de Fernando Pessoa, em todas as suas faces e vertentes, mas traga a longos goles os versos de Álvaro de Campos fazendo ressurgir a "poesia de ataque", que vem sendo uma das características de alguns poetas tavernistas.

Eduardo H. Martins exprime a dor que um mundo pedante e hipócrita causa em seu âmago e busca na sua arte literária virar o grande espelho de volta para este.


POESIA



Uma vida é só uma vida...

Sou fraco, sou humano.
Sou triste, sou insano.
Sou viril, sou devoção.
Sou plagio, sou coração.

Sou gentil em minhas preces,
Sou surdo em minhas noites,
Um romântico inveterado,
Um sujo envergonhado.

Uma alma sem pudores,
Um ser humano sem vergonha,
Um ridículo saudosista,
Um louco visionário.

É quando me faltam às palavras que elas fazem mais sentido...

Sem querer porra nenhuma da vida,
Sem lembrar os nomes das putas de outrora,
Sem pedir nada a santos ou demônios.
Talvez por isso, não me falte bebidas e nem cigarros!

Por: Eduardo H. Martins
Em: 16/05/2011




D'Evolução

Se não precisa de mim,
Não me chame.
Se não quer me cuidar,
Abandone-me.

Se não me ouve,
Não me pergunte.
Se não quebrara,
Deixe que alguém junte.

Se não acariciar,
Não queira amor.
Se não provocar,
Não exija calor.

Se não me beijar,
Não sentira meu sabor.
Se não pedir,
Não dou, não dou, não dou.

Se não me preferir,
Não me almejou.
Se não decidir,
Não digo que vou.

Se não fingir,
Não te faço gozar.
Se não fugir,
Não vou procurar.

Se não mentir,
Não vou te amar.
Se não ferir,
Não vou chorar.

Se não desistir,
Não partirei.
Se não agredir,
Não crescerei.

Se não me quiser,
Não me distrai.
Se não se vestir,
Não deixe que eu saia.

Se não for feliz,
Não me faça acreditar.
Se não for uma meretriz,
Não fique... Vá... Vá... Vá!


Por: Eduardo H. Martins
Em: 11/08/2010


Cotidiano

Alguém sóbrio, alguém pálido,
Alguém querendo falar,
Alguém precisando ouvir,
Esperando alguém que não vai chegar.

Alguém feliz por motivo nenhum,
Alguém distraído, alguém ausente.
Alguém triste por todos os motivos...
E alguém esperando qualquer motivo.

Alguém com vergonha de andar,
Alguém com medo de sofrer,
Enquanto isso alguém no canto da sala,
Esperando algo acontecer.

O “querer” de alguém que não aconteceu.
Alguém que ganhou alguma coisa que não precisava...
...Mas aprendeu a gostar tanto,
Que se tornou indispensável!

Alguém fazendo amor, alguém fazendo sexo,
Alguém fazendo musica,
Alguém não fazendo porra nenhuma,
E alguém fazendo algo que alguém tem que fazer.

Alguém tão estúpido, que ainda pensa que a vida é bela!
Alguém que precisa ser o centro das atenções,
Alguém que grita, só pra se sentir alguém,
Talvez em algum lugar exista alguém como eu!

Alguém contando historias, querendo ser outro alguém...
...Entre tantos e todos, sou apelas mais um.
Alguém com tantos sonhos,
Que se tornou um ninguém, no meio do nada!

Por: Eduardo Henrique
Em: 01/06/2006

O poeta estará recitando hoje, a partir das 20 horas, no Uma Noite na Taverna. Aproveite e conheça mais do trabalho do tavernista em seu blog:


http://eduardohmartins.blogspot.com/


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O Rock e a Voz Marcante de Tuca Marques

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A música do Uma Noite na Taverna dessa sexta-feira, 10/06, estará mais do que privilegiada. O cantor, compositor e guitarrista Tuca Marques, veterano no cenário musical fluminense, irá presentear o público com um pocket show acústico onde tocará os seus trabalhos autorais que passeiam por influências do Blues, MPB ao BRock anos 80 e Hard Rock.


A história do cantor e compositor Tuca Marques, por vezes, se confunde com a própria história do cenário Hard Rock/Blues de Niterói e São Gonçalo. Com passagem por bandas fundamentais para a difusão do estilo em nossa região como Força de Atrito, Destino Ignorado, Trincaz e Pimenta nos Olhos, Tuca Marques teve um dos momentos mais marcantes de sua carreira em um projeto que até hoje é lembrado por muita gente: A banda Geração Urbana não só prestou tributo a maior banda de Rock que este país já teve, a Legião Urbana, como deixou sua marca por onde passou no Estado do Rio de Janeiro. E lá estava Tuca Marques com sua voz marcante, mostrando que além de um compositor de mão cheia é também um intérprete de performances impecáveis!


No ano de 2006 veio, enfim, o primeiro trabalho solo: O EP ‘Selva de Pedras – Na Luta Pela Sobrevivência’ abriu portas e mostrou a música de Tuca para muita gente, ponto pro cara! Recentemente, Tuca Marques e sua banda de apoio voltaram a dar provas de sua competência ao conquistar o segundo lugar no Festival Rock na Lapa e ficarem entre os classificados para a final de um importante festival promovido pelo selo Niterói Discos no ano passado, com direito a vaga na coletânea da gravadora! Como se não bastasse, o cara ainda arrumou tempo para juntar uma galera formada apenas por jovens músicos de bandas do underground de Niterói e deu a luz a banda Tapete Voador, outro destaque do cenário independente de nossa cidade!


Em 2010, Tuca Marques lança seu novo EP: ‘Volume 1’ ! No bom e velho esquema ‘voz e violão’ Tuca mostra o lado intimista de sua música sem perder a força e a pegada roqueira que marca seu estilo. ‘Volume 1’ é um passo a frente na carreira de Tuca, num formato nunca antes registrado em nenhum de seus trabalhos! Vale conferir!


Latitude Zero Prod.


Veja mais:


Site oficial: http://www.tucamarques.palcomp3.com.br/


Blog: http://www.rockmaisproducoes.blogspot.com.br/


Contato para show: latitudezeroprod@yahoo.com.br


NITEROI - RJ - Brasil


Cel: 8341-4888


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As artes plásticas de Luiz Hazediaz

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Morador do município de São Gonçalo e nascido em Niterói no dia 13/07/1983. Por ser de família de músicos, sua infância teve muitas influências, mas deixando de fugir a regra, muito cedo com lápis, papel, e guache, iniciou suas primeiras atividades artísticas, tentando sempre transpassar para o papel as imagens sonoras que a música provocava, mostrando ao professor e amigo da família, Elysio de Castro no ano de 1997, o mesmo o convidou para participar de uma oficina de desenho e pintura do Projeto Integrarte, na Fundação Cultural Avatar no Ingá (Niterói).
Procurando aperfeiçoar-se na técnica do Grafite, participou do Curso de Desenho da Secretária Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), com a professora Fernanda Geraldo. Durante toda está trajetória esteve sempre presente o amigo e professor Paulo Nunes, que lhe passou conhecimentos, através dos quais ampliou suas técnicas, pois, além do incentivo e valorização aos seus desenhos, despertou para o uso das tintas e o levou a pintar e participar de vários Salões e gincanas de Artes.


Com esta experiência vivida, foi convidado a participar do Projeto do Estado do Rio ''Jovens pela Paz'', onde trabalha com dois musicos, seu velho amigo e vizinho Fábio Cotan e a nova amizade Leandro Ribeiro (ex-MPopdoB, atual Expresso Lunar), morador do Menino de Deus, local que eram realizadas as atividades. No ano de 2005 entrou na UFRJ - EBA - Escola de belas Artes cursando a Faculdade de Licenciatura em Educação Artística. No meio do ano de 2007 entra na Sociedade Brasileira de Belas Artes sendo contemplado com uma bolsa de estudo oferecida pela ilustríssima Presidente da instituição Srª Therezinha Hillal tendo aulas com o amigo e professor Gian Paolo, no qual foi de vital importância para suas conquistas na Sociedade Brasileira de Belas Artes.


No ano de 2009 iniciou uma oficina de Modelagem e Cerâmica para deficientes visuais ''Atelier Além da visão'' na CADEVISG (Centro de Apoio ao Deficiente Visual de São Gonçalo). Em 2010 é convidado pela Professora Clara Fonseca a participar de um curso de capacitação no Instituto Beijamim Constan RJ, sendo um de seus monitores hoje, conhece logo em seguida outra Professora Keiko Mayama , que também o convida a trabalhar em seu atelier em Niterói. No ano de 2011 cursa a Pós-Graduação em Arte Terapia e Educação Especial voltado para deficiência visual.






Hazediaz por Elysio de Castro




“Hazediaz'' é assim que vem sendo chamado, por amigos, professores, e pelo meio acadêmico, filho de meu grande amigo José Thadeu musico que viveu anos na Europa ensinando suiços e alemães a sambar, com seu batuque inigualável, deixo seu filho que considero meu, sendo um de meus primeiros alunos de pintura que dialogava com profunda sensibilidade com o papel branco e esse nome forte, curioso e ate engraçado não apelido nem tão pouco invenção de nenhum poeta, mais sim uma pequena alteração em seu próprio sobre nome, uma brincadeira que seria feita pelo próprio artista que deu certo, adicionando a letra “H” e “Z” em seu nome sobre, e não alterando a pronúncia. Na Universidade foi aconselhado a criar um endereço virtual ''e-mail '', para seu susto já existia um tio distante com esse e-mail : Azedias, e então nasce o Hazediaz criando assim sua exclusiva marca pessoal seu nome artístico.
Luiz Thadeu Azedias Pinheiro, este é o nome próprio do promissor artista que desde 13 anos de idade já revelava seu talento também para a pintura. Após um duro duelo com a morte, uma frágil criança que antes não se soubera ser um verdadeiro Hazediaz com apenas 11 anos, lutou bravamente contra um inesperado aneurisma cerebral, depois de alguns meses triunfou com a vida, trazendo de volta uma renovada pessoa, como a mitológica Ave Fênix, ''ressurgido das cinzas'', com extrema sensibilidade com a nova vida, me monstro em pequenos desenhos e esboços despretensiosos o que seria o seu caminho para o mundo das artes, e tenho orgulho em dizer que abri as portas, e ajudei a ''lapidar esse diamante bruto'. Que já vem brilhando em exposições por todo país, se libertando do cordão umbilical de sua cidade natal.”







O artista plástico Luiz Hazediaz estará expondo hoje no Uma Noite na Taverna, a partir das 19 horas em ponto. Vale a pena conferir!



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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma Noite na Taverna apresenta a poética de Euclydes da Cunha

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A poesia de Euclydes da Cunha, pouco conhecida do grande público, será celebrada nessa edição de Uma Noite na Taverna, que promete ser uma das edições mais importantes, simplesmente pelo ineditismo da obra apresentado a um público num recital de poesia que visa a mostra da verdadeira e pura arte, a poesia viva em seu conceito primal, e não a poesia como estamos acostumados a ser enfadados na chatice de trechos repetitivos e técnicos dos livros pedagógicos.

Euclydes (ou Euclides, como se escreve na ortografia atual), antes de se tornar o escritor consagrado por sua obra mais famosa: Os Sertões, já havia ingressado desde muito cedo na literatura. O escritor descobriu-se em seus primórdios, com apenas 14 anos, como um poeta que sofria as influências do período anterior, o Pré-modernismo, que o consagraria. O simbolismo foi um sopro forte nas inspirações de um jovem que bebia das influências byronianas para traçar os seus primeiros escritos. Curiosamente poemas como "A Cruz da Estrada, que escreveu com apenas 15 anos para seu amigo E. Jary Monteiro, já trazia uma visão dos sertões, que já inflamava o imaginário do jovem artista:


"Se vagares um dia nos sertões,

Como hei vagado pálido, dolente,

Em procura de Deus da fé ardente

Em meio das soidões..." (maio de 1884)


Como podemos ver, o evento que acontecerá nessa sexta-feira, no dia 10 de junho, a partir das 19 horas, no SESC São Gonçalo, com ENTRADA FRANCA, será especial, pela obra do poeta homenageado que se mostra muito rica e de uma beleza artística admirável, como também pela ótima qualidade e talento dos artistas que estarão se apresentando.

O evento iniciará desde as 19 horas com diversas atrações: A exposição de artes plásticas de Luiz Azediaz, que irá nos brindar com trabalhos de diversos estilos dentro de sua arte, como esculturas, xilogravuras, máscaras, etc; além de vídeos como clipes de poesia e um documentário que traz uma reportagem do Entrelinhas (programa da TV Cultura - http://www.tvcultura.com.br/entrelinhas) feita em comemoração aos 100 anos de nascimento de Euclydes da Cunha.

A homenagem ficará por conta dos poetas tavernistas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto, que receberá os poetas Eduardo H. Martins (poeta, escritor, artista gráfico e fotógrafo) veterano do evento e participante militante do movimento tavernista, Rod Britto (poeta carioca, jornalista, escritor, ex-produtor do CEP 20.000 e idealizador do evento Auto-Falante Cultural, além de grande incentivador da Taverna desde a 1ª edição no ano de 2004), a estreante Alessandra Moraes dos Santos, que promete encantar o público com sua poesia que tem doses certas do romantismo e ainda a mais nova tavernista Janaína da Cunha, que estará lançando o seu livro "Entrega - A Essência de Uma Mulher". Janaína da Cunha é poeta, escritora, atriz e jornalista, já tendo participado de vários grupos literários como o Grupo Mônaco de Cultura, União Brasileira de Trovas (UBT) e Associação Niteroiense de Escritores (ANE), e bisneta do homenageado.

A música ficará por conta de Tuca Marques, um talentoso e promissor músico de nossa São Gonçalo, que fará um pocket show acústico com suas músicas autorais.

Como já dito antes, essa edição promete!


BIOGRAFIA




Euclydes Rodrigues da Cunha, filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudóxia Alves Moreira da Cunha, foi poeta, escritor, engenheiro e ensaísta brasileiro, nasceu em 20 de janeiro de 1966 na Fazenda Saudade, em Cantagalo, RJ. Euclydes ficou órfão de mãe aos 3 anos de idade e foi educado pelas tias. Viveu a infância em casa de parentes, indo morar em Teresópolis, São Fidélis e no Rio de Janeiro. Em 1883, ingressou no Colégio Aquino e foi aluno de Benjamin Constant, que foi muito importante na sua formação. Em 1885, foi estudar na Escola Politécnica. No ano seguinte ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, encontrando novamente Benjamin Constant como seu professor.


Influenciado pelo ardor republicano e pelos ideais pregados pelo seu professor Benjamin Constant, na Escola Militar, durante uma revista às tropas, atirou sua espada aos pés do ministro da guerra Tomás Coelho, bradando as seguintes palavras: "Senhores! É odioso que se pretenda obrigar uma mocidade republicana e livre a prestar reverência a um lacaio da monarquia!" . A liderança da Escola Militar entendeu o ato como uma fadiga por excesso de estudos, porém Euclydes não aceitou o veredicto reiterando suas convicções republicanas, sendo por isso julgado pelo conselho de disciplina. Em 1888, desligou-se do Exército e passou a participar ativamente da propaganda republicana no jornal A Folha de São Paulo.


Sendo proclamada a República, Euclydes da Cunha foi reintegrado ao exército com promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra, conseguindo ser 1º tenente e bacharel em matemáticas, ciências físicas e naturais. Conheceu e casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solón de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da Proclamação Republicana. Em 1891, deixou a Escola de Guerra sendo designado, em seguida, coadjuvante de ensino da Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil.



Durante a fase inicial da Guerra de Canudos, em 1897, Euclydes escreveu dois artigos intitulados A nossa Vendeia que lhe valeram um convite do jornal O Estado de São Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antônio Conselheiro consistia na restauração da monarquia e era apoiado por monarquistas residentes no Brasil e no exterior. Em Canudos, Euclydes adotou um jaguncinho chamado Ludgero, a quem se refere em sua Caderneta de Campo. Fraco e doente, o menino é trazido para São Paulo, onde Euclydes o entrega a seu amigo, o educador Gabriel Prestes. O menino é rebatizado de Ludgero Prestes.


Euclides deixou Canudos quatro dias antes do final da guerra, não chegando a presenciar o desenlace final. Mas conseguiu reunir material para, durante cinco anos, elaborar Os Sertões: campanha de Canudos (1902). Os Sertões foi escrito "nos raros intervalos de folga de uma carreira fatigante", visto que Euclydes se encontrava em São José do Rio Pardo liderando a construção de uma ponte metálica. O livro trata da campanha de Canudos (1897), no nordeste da Bahia. Nesta obra, ele rompe por completo com suas ideias anteriores e pré-concebidas, segundo as quais o movimento de Canudos seria uma tentativa de restauração da Monarquia, comandada à distância pelos monarquistas. Percebe que se trata de uma sociedade completamente diferente da litorânea. De certa forma, ele descobre o verdadeiro interior do Brasil, que mostrou ser muito diferente da representação usual que dele se tinha.


Euclydes da Cunha se tornou internacionalmente famoso com a publicação desta obra-prima que lhe valeram vagas para a Academia Brasileira de Letras (ABL) e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Divide-se em três partes: A terra, O homem e A luta. Nelas Euclydes analisa, respectivamente, as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, a vida, os costumes e a religiosidade sertaneja e, enfim, narra os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro.





Em agosto de 1904, Euclydes foi nomeado chefe da comissão mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus, com o objetivo de cooperar para a demarcação de limites entre o Brasil e o Peru. Esta experiência resultou em sua obra póstuma À Margem da História, onde denunciou a exploração dos seringueiros na floresta. Ele partiu de Manaus para as nascentes do rio Purus, chegando adoentado em agosto de 1905. Dando continuidade aos estudos de limites, Euclydes escreveu o ensaio Peru versus Bolívia, publicado em 1907. Escreveu, também durante esta viagem, o texto Judas-Ahsverus, considerado um dos textos mais filosófica e poeticamente aprofundados de sua autoria. Após retornar da Amazônia, Euclydes proferiu a conferência Castro Alvese seu tempo, prefaciou os livros Inferno verde, de Alberto Rangel, e Poemas e canções, de Vicente de Carvalho.


Visando uma vida mais estável, o que se mostrava impossível na carreira de engenheiro, Euclydes prestou concurso para assumir a cadeira de Lógica do Colégio Pedro II. O filósofo Farias Brito foi o primeiro colocado, mas a lei previa que o presidente da república escolheria o catedrático entre os dois primeiros. Graças à intercessão de amigos, Euclydes foi nomeado. Depois de sua morte, Farias Brito acabaria ocupando a cátedra em questão.
Em 21 de setembro de 1903 foi eleito para a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na sucessão de Valentim Magalhães, e recebido em 18 de dezembro de 1906 pelo acadêmico Sílvio Romero.


Sua esposa, mais conhecida como Anna de Assis, tornou-se amante de um jovem tenente, 17 anos mais novo do que ela, chamado Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclydes, teve dois filhos que supostamente poderia ser de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclydes de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro numa família de morenos. Aparentemente, Euclydes aceitou como seu esse menino louro. A traição de Ana desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclydes teria entrado na casa de Dilermando, armado, dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou-o. Foi julgado pela justiça militar e absolvido. Entretanto, até hoje o episódio permanece em discussão. Casou-se com Ana. O casamento durou 15 anos.



BIBLIOGRAFIA


1902 - Os Sertões
1907 - Contrastes e Confrontos
1907 - Peru versos Bolívia
1909 - À margem da história (póstumo)
1939 - Canudos (diário de uma expedição) (póstumo) — Reeditado em 1967, sob o título Canudos e inéditos.
1960 – O rio Purus (póstumo)
1966 – Obra completa (póstumo)
1975 – Caderneta de campo (póstumo)
1976 – Um paraíso perdido (póstumo)
1992 – Canudos e outros temas (póstumo)
1997 – Correspondência de Euclides da Cunha (póstumo)
2000 – Diário de uma expedição (póstumo)
“Os sertões” foi publicado nos seguintes idiomas: alemão, chinês, francês, inglês, dinamarquês, espanhol, holandês, italiano e sueco.


Reedições mais importantes:


- Quinta edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1914.
- Décima segunda. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1933.
- Vigésima sétima. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1963.
- Edição crítica. São Paulo: Brasiliense, 1985; Ática, 1998.
- Edição comentada. São Paulo: Ateliê/Imprensa Oficial do Estado/Arquivo do Estado, 2002.
Dados obtidos na Academia Brasileira de Letras; Cadernos de Literatura Brasileira, do Instituto Moreira Salles; livros; artigos jornalísticos e sites da internet.



Semana Euclidiana


A cidade de São José do Rio Pardo realiza todos os anos, entre 9 e 15 de agosto, a Semana Euclidiana, em memória do escritor que ali vivia quando escreveu sua obra-prima Os Sertões. São José do Rio Pardo tornou-se uma cidade turística conhecida como O berço de Os Sertões.


Também em São Carlos celebra-se todos os anos, uma Semana Euclidiana, em homenagem ao escritor que morou na cidade entre 1901 e meados de 1903, ali terminando seu trabalho Os Sertões e o publicando em 1902.


Pesquisa: wikipédia.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Evento: Quarto Aberto - De Ponto a Ponto Tecendo novos Encontros

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Eis que mais uma frente de resistência surge no município de São Gonçalo! André Correia, sempre um guerreiro desbravador, junto com o Grupo Quarto de Artes (para quem não sabe a antiga Cia Quarto de Teatro) reúne nesse sábado artista importantíssimos do cenário local. Sarau Alternativo não é apenas mais uma opção é arte em nossa cidade tão carente, é uma força que soma com outras frentes batalhadoras! Evoé, Sarau Alternativo e Grupo Quarto de Artes!




O Projeto Alternativo e o Grupo Quarto de Artes realizam no Teatro Carequinha o 7º Encontro Cultural de sua história. Dessa vez o evento contará com a parceria do Movimento Tavernista e do Grupo de Dança Signus.


O encontro contará com a apresentação de esquetes teatrais, música, dança e poeisa. Ainda no dia haverá um bate-papo sobre cultura com Romário Régis, Parceiro RJTV.


O palco alternativo oferece também oportunidade ao poeta Bruno Campos e a poeta Thais Franco. A música será embalada pelo som de Mário Big Dog, cantor de origem periférica que mistura ritmos e simpatia sempre letrando a realidade local.


Na música teremos também Leandro Ribeiro, gonçalense roxo, que hoje participa do Festival da CUFA, também nos presentearácom o baque do seu SOM. E tudo isso com a cobertura da TV Brasil, da TV Alternativa na Net e na imprensa local.


Antecipados: projetoalternativo.correia@gmail.com / cel.: 8085-2740 / tel.: 3703-4545


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Eventos: Um Brinde à Poesia e Intervenção Tavernista na 1ª Literarte do ICBEU. É o tavernismo por aí...

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O mês de maio marcou para o tavernismo. Os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci participaram de eventos parceiros e levaram um pouco da essência do Uma Noite na Taverna para além dos portões do SESC São Gonçalo.


No dia 14 de maio o poeta Romulo Narducci foi convidado para recitar num dos mais tradicionais eventos de artes de Niterói: Um Brinde à Poesia. O evento comemorou o aniversário da idelizadora Lucília Dowslley, que há muito tempo vem batalhando pela arte em Niterói.






E no dia 25 de maio, os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci participaram da abertura da 1ª Literarte do ICBEU, em São Gonçalo. Através de uma Intercessão Tavernista, os poetas apresentaram aos alunos do ISAT - Instituto Superior Anísio Teixeira, a poética de Walt Whitman. Os poetas tavernistas apresentaram a poesia do mestre da literatura poética americana e após, recitaram poesias de suas autorias.


No dia, que foi o primiero da semana de apresentações, ainda teve a projeção Períodos Literários em Movimento - Um Passeio pelas Principais Obras de Arte, Uma Releitura do Conto a Cartomante (onde os alunos apresentaram um divertido curta-metragem) e ainda uma roda de leitura onde grandes nomes da literatura foram recitados pelos presentes. As atrações tiveram a coordenação da professora orientadora Aline Novaes.


A Literarte teve seu seguimento ainda na quinta-feira, 26/05, e na sexta-feira, 27/05, com várias atrações.


Agradecimentos: Lucília Dowslley, às professoras Gisele, Giullia, Aline Novaes e ao grande mestre Hélter Barcelos por todo o carinho e reconhecimento. Evoé!
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Evento: Uma Noite na Taverna entre batuques, poesia africana lusófona e... Rock and Roll

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Foi sem dúvidas um belíssimo evento o do dia 13 de maio. O Uma Noite na Taverna celebrou os 123 anos da abolição da escravatura com uma homenagem merecida a poesia lusófono-africana. um grande público compareceu ao SESC São Gonçalo para prestigiar a Taverna.


O evento teve cobertura do jovem repórter Romário Régis para o RJ Tv e a estréia oficial do clip de música Música de Calçada, da banda Expresso Lunar. No local a exposição do artista plástico Marcelo Rezende abrilhantou o Uma Noite na Taverna com suas obras de acrílico sobre tela, com uma técnica particular do jovem pintor (conforme fotos abaixo*).





O evento foi aberto com a homenagem aos poetas lusófonos-africanos com o poeta Rodrigo Santos que recitou os trabalhos dos poetas Julião Soares de Sousa (Guiné-Bissau), Carlos Cardoso (Moçambique), António Jacinto (Angola) e Viriato da Cruz (Angola).



Após o bardo tavernista, a atriz Carol Magalhães estreou como poeta emocionando o público com suas poesias.



Após apresentar seus poemas, Carol Magalhães apresentou o lançamento oficial do clipe musical Música de Calçada, da Expresso Lunar (confira no myspace da banda: http://www.myspace.com/expressolunar ).


Foi a vez do poeta Romulo Narducci recitar a arte poética dos luso-africanos. Romulo Narducci recitou os poetas José Craveirinha (Moçambique), Alda Lara (Angola), Mário Fonseca (Cabo Verde) e Agostinho Neto (Angola).



Após o escritor Júlio Ludemir, que apresentou ao público da Taverna o seu livro No Coração do Comando, o artista Marcelo Rezende falou um pouco sobre os seus trabalhos e as técnicas por ele desenvolvidas.


O poeta carioca, o veterano Laurent Gabriel, voltou depois de anos com tudo ao Uma Noite na Taverna, visceral e com textos que são como uma metralhadora poética, que mal dá tempo do público se recompor, o poeta arrancou muitos aplausos dos presentes.




Pakkatto encerrou as homenagens com estilo, com sua voz grave e marcante recitou os poetas Alda do Espírito Santo (São Tomé e Príncipe), Maria M. Margarido (São Tomé e Príncipe), Tomaz Vieira da Cruz (Angola) e Agostinho Neto (Angola).



Foi a vez de entra em cena o Rock and Roll pesado de Xande McLeite & Banda. Com um Hard Rock básico esbanjando técnica, o cantor mostrou ao público da Taverna suas letras cantadas em português. Um excelente show.




Os três tavernistas retornaram para recitar seus poemas autorais a começar pelo trovador, Pakkatto.


O poeta Romulo Narducci ao recitar um de seus poemas autorais com a temática sobre a escravidão teve a participação de Rodrigo Santos batendo um atabaque, a performance dos poetas foi muito aplaudida.



Rodrigo Santos foi o último tavernista a recitar, encerrando assim mais uma edição de sucesso do Uma Noite na Taverna.


Agradecimentos: Ao público presente, ao SESC São Gonçalo, Romário Régis e equipe do RJ Tv, Júlio Ludemir, Márcia Palmar e a todos que torceram pelo sucesso dessa edição. Evoé!

Fotos: Rodrigo Santos, Pakkatto, Eduardo H. Martins e Márcia Palmar.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Intervenção Tavernista na 1ª Literart no ICBEU, com Romulo Narducci e Rodrigo Santos

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No dia 25/05, às 19 horas, os poetas tavernistas irão participar da 1ª Literart do ICBEU, evento que reunirá artistas e alunos dos cursos de idiomas e da faculdade de letras da instituição.

Os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci irão se apresentar numa intervenção poética com a poesia de Walt Whitman, um dos mais importantes poetas da história literária americana.

A apresentação dos tavernistas dará início a uma sequência de apresentações que irá durar até o fim de semana na instituição. A intervenção tavernista consiste em mostrar um breve histórico abordando a importância da poesia de Walt Whitman na literatura moderna e num recital onde os poetas declamarão alguns poemas do clássico livro Folhas na Relva, do artista homenageado.

O evento terá início às 19 horas, com entrada franca e aberto a todo o público. O ICBEU fica à Rua Dr. Nilo Peçanha, nº 838, Centro, São Gonçalo.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Evento Um Brinda à Poesia, em 14 de maio, num dia mais do que especial.

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A foto jornalista Lucília Dowslley convida a todos para fazer um brinde neste mês, neste sábado, dia 14 de maio, das 15 horas às 18 horas, no Museu de Arte Contemporânea - MAC. Motivos: um deles é a certeza de que o "Projeto" que criou há 12 anos depois de despertar de um sonho com toda a idéia, dois dias antes do seu aniversário, já se consagrou no cenário poético e na cidade de Niterói. O outro motivo é justamente o aniversário dela que é HOJE, 12 de maio!

A artista preparou uma edição mais do que especial e quem ganha é o público. A tarde Lucília inicia o evento com o poema "Ensina-me", já tradicional em todas as edições. Dizem que já virou lenda! Ela confessa não ser profissional da música, pedindo até desculpas de forma bem humorada, dedilha o seu violão em um único acorde para marcar o ritmo do seu poema-oração. Com um bom humor revela que já tem poemas de dois acordes para cima, mas que é tudo mais uma brincadeira de poeta.

"Admiro muito os músicos. Fico babando com quem realmente sabe tocar um instrumento e compor. Amo a música. Acho que por isso gosto tanto de fotografar shows. Através das lentes me transformo em acordes e me jogo no palco."

Nesta tarde especial será apresentado o pocket show O Cantor, O Músico e O Poeta, com Byafra, Fred Vasconcellos e Jorge Ventura. Tem ainda a participação de Romulo Narducci, Beatriz Chacon, Fábio Pereira e Naldo Velho lançando o livro A Dança do Tempo.

Haverá também a apresentação do contador de histórias mirim, Arthur Ortiz de Freitas, de 9 anos (aluno da Oficina de Criação de Textos Jardim Escola Sementinha Iluminada, curso coordenado e lecionado por Lucília). A escritora além de tudo, trabalha há mais de vinte anos com oficinas de teatro e poesia com o público infantil.

Quem estiver na platéia e quiser dar uma canja, o microfone estará aberto. A escritora fala: "É um momento que eu adoro. Os dedos vão se ergundo e os poetas, intérpretes ou tímidos apaixonados pela literatura se revelam."

A festa finaliza com um brinde e sorteios. Será uma tarde agradável com direito a parabéns à guerreira Lucília Dowslley. E no próximo mês, quem faz aniversário é o próprio evento, que completará 12 anos, no dia 11 de junho. Como diz a anfitriã: "Temos mais de milhões de motivos para brindar à vida e mais ainda para agradecer".

Para quem estiver interessado na oficinas: estão abertas as inscrições para a Oficina de Criação Poética e Teatral, que começa em junho. Segundo a própria Lucília, a idéia é criar uma trupe do Um Brinde, para montar um espetáculo e incentivar também aos alunos a participarem dos saraus. A turma tem um número limitado. Quem quiser ligar para o número do Tel: 3065-2697.

Um Brinde à Poesia no MAC - Dia 14 de maio, 15h às 18h.
Crinaças até 10 anos não pagam!
Idosos pagam meia entrada!
Local: Museu de Arte Contemporânea - MAC
Mirante de Boa Viagem, s/n°, Tel: 2620-2400
Contato: Lucília Dowsley, tels: 8222-9865 ou 3065-2697

terça-feira, 10 de maio de 2011

Uma Noite na Taverna entoa a África Lusófona!

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No dia 13 de maio, dia em que se comemora a abolição da escravatura no Brasil, os poetas tavernistas reeditam o evento em que homegaeram a poesia lusófono-africana. Nomes como Joares Soares Sousa (Guiné-Bissau), Jorge Luis Tavares (Cabo Verde), Alda do Espírito Santo (São Tomé e Príncipe), Agostinho Neto (Angola), Carlos Cardoso e José Craveirinha (Moçambique), entre muitos outros poetas luso-africanos serão homenageados através da leitura de seus poemas.


O Uma Noite na Taverna contará com a participação dos poetas convidados com a estreante atriz e poeta Carol Magalhães; com o veterano carioca, a metralhadora poética, o inveterado Laurent Gabriel; e o poeta e escritor de Nova Iguaçu, Júlio Ludemir; exposição de artes plásticas com Marcelo Rezende e música com o ex-integrante da banda Destino Ignorado, Xande McLeite com seu hard rock técnico e explosivo.


E ainda, o Uma Noite na Taverna, com muito orgulho, fará o lançamento oficial do clipe musical da banda Expresso Lunar, chamada Música de Calçada.


Imperdível com certeza está! Levem seus amigos! Vamos lotar essa Taverna, pois sem vocês esse sonho não teria se tornado realidade e o movimento que vem crescendo.


Evoé!