terça-feira, 3 de maio de 2011

Evento: Intervenção Tavernista no 1º Festival Fluminense de Poesia em Barra de São João

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Na sexta-feira, 29/04/2011, o evento Uma Noite na Taverna esteve presente no 1º Festival Fluminense de Poesia - FLUP, representado pelos poetas tavernistas Rodrigo Santos, Romulo Narducci, Pakkatto, Wenceslau Teodoro Coral, Janaína da Cunha, Rodrigo Vieira e Hannar Lorien. O evento fez parte de duas apresentações, uma a tarde no Museu Casa de Casimiro de Abreu, no recital organizado pelo poeta Gentil, onde os tavernistas homenagearam dois grandes poetas fluminenses, o niteroiense César de Araújo e o petropolitano Raul de Leoni. À noite os tavernistas participaram do Viradão Poético ao lado dos eventos Um Brinde à Poesia e Corujão da Poesia.


O evento que foi organizado pelo editor Luiz Erthal, da editora niteroiense Nitpress, foi uma das novidades do II Epocabreu - II Encontro de Poetas em Casimiro de Abreu, e teve sua abertura às 10 horas da manhã no Cemitério de Barra de São João com colocação de flores no túmulo do poeta Casimiro de Abreu. Durante o dia aconteceram diversas palestras literárias, apresentações artísticas circenses, recital de poesia, shows de MPB e para encerrar o Viradão de Poesia.








DIÁRIO DE BORDO




Estava marcado às 08:00 horas para que o ônibus partisse com os poetas de frente da livraria Ideal, local conhecido e respeitado por ser encontro de poetas e escritores organizado pelo Sr. Mônaco há vários resistentes anos. Nós tavernistas, afoitos por natureza, fomos os primeiros a chegar, já estávamos no local por volta das 07:30 horas. Depois os outros grupos foram chegando, com excessão do pessoal do Corujão, que segundo informações, iriam mais tarde para o evento.


Um pequeno atraso do ônibus, mas nada que tirasse nosso ânimo - pois sabíamos o quanto esse evento seria importante para o grupo, até no intuito de fortalecer ainda mais a idéia de um movimento artrístico -, quando menos percebemos já estávamos na estrada rumo a Barra de São João, rumo ao 1º Festival Fluminense de Poesia.


À frente: Wenceslau Teodoro Coral, Janaína da Cunha e Romulo Narducci. Atrás: Rodrigo Vieira, Pakkatto e Rodrigo Santos.


No caminho parecíamos colegiais em uma excursão de colégio. E por que não o recital começar ali mesmo no ônibus? Aproveitamos e passamos alguns textos e com isso alguns registros em vídeo foram feitos.A amiga e poeta Lucília Dowslley, do evento Um Brinde à Poesia, não resistiu à farra tavernista e correu para o fundo do ônibus para engrossar o coro dos poetas hiperativos. A viagem seguiu seu curso normal com o poeta Rodrigo Vieira querendo dormir sem conseguir sucesso em sua missão, Janaína da Cunha e Rodrigo Santos na súplica por uma cerveja gelada (eu obviamente reforcei o time), daí tiveram cantorias, recitais, piadas e boas risadas entre velhos e novos amigos.



Desembarcamos meio moídos, apesar da curta distância, mais ou menos umas 2 horas de viagem, muitos de nós havíamos dormido poucas horas de sono. Mas o visual e a beleza da praça de Casimiro de Abreu foi algo renovador.


Chegamos e fomos assinar o livro de presença no Museu Casa de Casimiro de Abreu. Estava previsto para acontecer a primeira atividade do dia, uma mesa redonda onde seria discutido a presença da poesia fluminense na poesia brasileira - Romantismo, Simbolismo e Parnasianismo.


Com a programação na mão, enquanto o evento não começava, aproveitamos para conhecer o museu e suas dependências.


Paralelamente aos eventos literários vespertinos, aconteciam diversas manifestações artísticas na localidade. Artistas circenses, atores bonequeiros e grupos de chorinho se apresentavam na praça abrilhantando ainda mais o evento.


Resolvemos todos conhecer o que seria o quintal do poeta Casimiro de Abreu. Foram momentos marcantes. Muitos registros foram feitos, esse momento serviu também para integrar um pouco mais os grupos de poetas de duas gerações distintas.



O bardo Rodrigo Santos desfilou orgulhoso com a flâmula tavernista na terra de Casimiro.


Era o início de uma festa. Todos não continham a empolgação de estar fazendo parte daquilo que poderíamos considerar como uma importante missão em nome do Tavernismo. O Uma Noite na Taverna era o único evento gonçalense a se apresentar no festival.


Não poderíamos deixar de posar ao lado da estátua do poeta. Nos reunimos a representantes de Um Brinde à Poesia e do grupo Mônaco, para uma foto clássica ao lado da estátua em bronze de Casimiro de Abreu.


E cometemos, sim, um pecado capital ao não assistirmos ao primeiro evento do dia, que seria a mesa redonda. Aquela cerveja comentada desde o meio da viagem tomou conta de nossos devaneios e desejos mais profundos. Tavernistas que somos, procuramos o primeiro bar pela frente e encontramos o mais que perfeito. Atire a primeira pedra quem não tem sede!




Para um grupo, movimento ou Cia, a integração que se forma em pequenos atos como a clássica conversa de botequim é de suma importãncia para o fortalecimento das relações entre os seus membros.



Foram duas horas prazerosas de conversa e violão. Pakkatto fez as honras de trovador solitário no revezamento com Rodrigo Vieira.



Enquanto isso, Rodrigo Santos, Janaína da Cunha e eu, nos intervalos musicais, conversávamos sobre a importância da arte nova em nosso meio social, sob o olhar atento do gigante poeta Wenceslau Teodoro Coral, que vez ou outra exprimia sua opinião ou sorria como um menino.


Passou o tempo, deu fome, aproveitamos para almoçar. Não só a nossa trupe, mas todos que estavam na palestra acharam o mesmo bar em que estávamos. Ops! Fomos descobertos!


Acabou o almoço, esperamos o pessoal e voltamos para o museu, onde seriam realizadas duas palestras antes do recital em que nos apresentaríamos a tarde.


A palestra a seguir, sobre o surgimento da imprensa fluminense, foi ministrada por Ana Paula Campos, que falou também sobre a importância da criação do jornal O Fluminense.


Em seguida, o Dr. Edmo Rodrigues Lutterbach, grande mestre e amigo da poeta Janaína da Cunha, palestrou sobre a Poética Euclideana, abordando um pouco sobre a história do escritor Euclydes da Cunha, que pouco foi conhecido como poeta.


Após a palestra, Dr. Edmo recitou alguns poemas de sua autoria feitos em homenagem ao escritor Euclydes da Cunha.


Encerrada a palestra, começou a movimentação do recital. Nós havíamos preparado uma homenagem a dois excelentes poetas fluminenses, foram eles: César de Araújo e Raul de Leoni.


Após vários poetas do grupo Mônaco, Rodrigo Santos deu início às homenagens sendo seguido pela poeta Janaína da Cunha, a mais nova filha do tavernismo e que chamou para a sequência o trovador Pakkatto.


Em seguida os poetas Rodrigo Vieira, Wenceslau Teodoro Coral e Romulo Narducci, encerraram o recital. Romulo Narducci anunciou previamente as datas das duas próximas Tavernas, em especial a do dia 10 de junho, em que a tavernistas Janaína da Cunha estará lançando o seu livro de poesia, em evento que terá como o homenageado o escritor e poeta Euclydes da Cunha.



Após o recital nos restava esperar o evento noturno, que reuniria os três maiores eventos alternativos do Rio. A noite começava a estender o seu manto sobre Barrra de São João.


E com o chegar da noite, chegou também a poeta Hannar Lorien, que enfrentou dificuldades para chegar ao local, mas não desistiu de se juntar ao grupo dos tavernista.



E como bons tavernistas, após um jantar (que preferimos não postar as fotos para que vocês não se assustem com os pratos), conduzimos a nossa elfa-poeta de cabelos rosados para o bar! O mesmo em que havíamos nos reunido pela manhã e início de tarde. O dono do bar ficou tão feliz em nos ver que nos deu por conta da casa uma rodada de cachaça de abacaxi (uma deliciosa iguaria).


Então, com a adição de mais uma tavernista, os assuntos e debates de antes ganharam um reforço. Nós aproveitamos para mostrar uns aos outros os possíveis poemas que seriam declamados.



Foi um início de noite que prometia, a expectativa do viradão poético aumentava.

Voltamos para o local do evento. Estava acontecendo uma apresentação de coral e música brasileira. Aproveitamos o clima para nos confratenizarmos com os demais artistas e curtir o clima.




Uma senhorinha que disse estar se formando em educadora, se encantou com os tavernistas e pediu que todos nós assinássemos o seu caderno com uma mensagem para os seus alunos. Foi um momento muito bonito, ela tinha um brilho nos olhos de alegria o que nos deixou de certa forma comovidos.

Houve um momento de tensão entre os artistas de todos os grupos com um grupo de pagode que subiu ao palco antes do viradão poético. Alguns artitas indignados cogitaram em não se apresentar. Rodrigo Santos pediu calma e Pakkatto foi até o organizador que explicou a situação difícil que estava enfrentado: na última hora, após o fechamento da programação a prefeitura forçou que o tal grupo se apresentasse.


Reuni o pessoal e pedi que os ânimos se acalmassem, pois o organizador não tinha culpa e contava com a gente. Tudo se resolveu e a paz, se tampássemos nossos ouvidos estava novamente no ar. O grupo se espelhou um pouco e fugi para tomar uma cerveja solitária naquele mesmo bar de sempre.


Eu bebia solitário enquanto outras manifestações iam acontecendo concomitante ao evento no palco principal. Só retornei quando ouvi os acordes de uma música cover da Nenhum de Nós.

Hannar Lorien e Janaína da Cunha se divertiam com suas conversas, e eu nem ousei a chegar perto para ouvir. (risos)


O viradão poético começou com o cantor Fábio Nunes e Pakkatto pegando uma carona nos acordes. Um belíssimo número improvisado entre os dois artistas.

Os poetas começaram os trabalhos, eu fui um dos primeiros a me lançar e recitei o meu poema A Vida Dói. Os tavernistas foram os desbravadores do palco, dando sequência aos poetas do Corujão.




Rodrigo Santos, após Janaína da Cunha e Rodrigo Vieira, também foi ao microfone destilar sua poesia com a fúria de dez bardos! Os tavernistas começaram a se revezar com os artistas de outros grupos, numa integração poética que marcou história.

João do Corujão estava lá apoiando os artistas de seu evento e prestigiando os demais poetas.


Wenceslau Teodoro Coral foi mais um tavernista que apresentou a sua poesia no palco, sob o olhar atento dos artistas que aguardavam a deixa para poder recitarem. Faltou mesmo foi público. Pouca gente compareceu para prestigiar aquele momento que foi célebre.


Então a corujada entrou em cena dando o seu recado.


Rodrigo Vieira voltou ao palco com o intrépido artista Astronauta (sim, o das bonequinhas perfumadas e da gargalhada cósmica) que fez um belíssimo solo de saxofone enquanto o poeta recitava.


Música e poesia se fundiam numa ciranda que fascinava a todos os que tiveram a sorte de presenciar aquele momento.




A nossa querida amiga, a poeta e idealizadora do evento Um Brinde à Poesia, Lucília Dowslley, após mandar o seu recado, continuou com o seu trabalho de fotógrafa e cobriu cada detalhe do evento.


Teve momento até música regional nordestina. O repente comeu solto!




E a poesia não parava, rasgava a noite como num ritual que deveria ser celebrado para marcar a sua passagem por Casimiro de Abreu.


E o que dizer da graça, talento e beleza da poeta Bárbara?

O evento se encerrou e todos os artistas reunidos, dos três eventos, partiram em busca de um bar. Aquele de nosso estimado agrado já estava fechado. Ficamos num botequim em frente numa longa mesa onde bebemos, conversamos e planejamos ações integradas (aguardem!). Entregues ao cansaço, aos poucos muitos se recolhiam ao albergue, os últimos a sair, fizemos o mesmo, já eram quase 5 da manhã e teríamos que estar de pé às 8h por causa do ônibus.


O poeta Wenceslau teve que partir mais cedo na van com o pesoal do Corujão, que deu uma carona ao nosso gigante tavernista, já que este deveria estar cedo no trabalho. Depois de aguardar-mos na praça de Casimiro de Abreu ensolarada, a base de tangerina e banana, enfim o ônibus chegou. Nos recolhemos à condução ébrios, só que de cansaço.


De volta à realidade, mas com a sensação melhor do mundo, apesar do cansaço, da ressaca... a sensação de missão cumprida! Até a próxima e Evoé!


Por Romulo Narducci.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Poetas tavernistas participarão do 1º Festival de Poesia Fluminense

A Taverna levará seus representantes para o 1º Festival de Poesia Fluminense. Os poetas Rodrigo Santos, Romulo Narducci, Pakkatto, Hannar Lorien, Janaína da Cunha, Wenceslau Teodoro Coral e Rodrigo Vieira estarão representando o tavernismo nesse evento que com certeza marcará história.



O 1º Festival Fluminense de Poesia - FLUP vai acontecer no dia 29 de abril em Barra de São João, município de Casimiro de Abreu.
Será uma maratona poética de 24 horas com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, da Prefeitura de Casimiro de Abreu, da Academia Fluminense de Letras, do Cenáculo Fluminense de História e Letras, da Academia Niteroiense de Letras, da Libre - Liga Brasileira de Editoras - e de projetos poéticos independentes, como o "Corujão da Poesia", "Um brinde à poesia" e "Uma noite na taverna".
A programação do festival inclui palestras, feira de livros, oficinas, recital, concurso de poesias, show de MPB e uma virada poética noite adentro, com microfone aberto a todos os participantes.
Os trabalhos classificados no concurso serão publicados pela editora Nitpress dentro de uma antologia do FLUP. Haverá albergues masculino e feminino oferecidos pela prefeitura de Casimiro de Abreu a preço simbólico e transporte gratuito - limitado ao número de vagas - para os primeiros que se inscreverem.
Algumas prefeituras de cidades fluminenses, como São Gonçalo e Cabo Frio, também estão oferecendo transporte gratuito aos interessados.
As inscrições devem ser feitas pelo email nitpress@nitpress.com.br
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , informando nome, idade, identidade e telefone.
Maiores informações e a programação completa do FLUP podem serencontradas no site da editora (http://www.nitpress.com.br/)
E
no endereço https://docs.google.com/present/view?id=dcfgkvhd_14gpnvx6cr.
Luiz Augusto Erthal
Editora Nitpress
(21) 2618-2972 / 8102-3230
http://www.nitpress.com.br/
Fonte: Copyright © 2011 Anpoll - Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística. Todos os direitos reservados.
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Evento: Uma noite na Taverna sobre um chão de estrelas.


A Taverna de abril homenageou um dos maiores poetas do samba: Orestes Barbosa. O evento que deu pouco mais de 60 pessoas, não teve a média de público que costuma ter, porém não deixou de ser um evento agradável e atmosférico.



Os poetas Pakkatto, Romulo Narducci e Rodrigo Santos exaltaram a importância da poesia e das composições de Orestes Barbosa para a arte e cultura brasileira. As poesias de Orestes foram declamadas pelos três, levando ao público o conhecimento da escrita simples, porém, vigorosa em seu teor literário.


O bardo Rodrigo Santos abriu o recital, sendo seguido por Pakkatto e Romulo Narducci na homenagens a Orestes.









O poeta DiGregório Neófito foi convidado pelo tavernista Pakkatto para recitar um de seus poemas. Essa foi apenas uma das surpresas da noite.


O artista plástico Roberto Monteiro estreou como poeta, recitando poemas de sua autoria que eram relacionados com suas obras de ilustração chamada Memórias de Minhas Horas Putas e Tristes.





A noite já estava agradável embalada por belos poemas, se tornou ainda mais bela com a estréia da excelente poeta Aline Matias, do movimento poético de Itaboraí, que tem uma safra de excelentes artistas.

A dança do ventre voltou à Taverna, dessa vez com a multiartista Nana B., encarnando a Bastet Nefer Zaren com a performance Nefer - A Guardiã de Ísis.



E a Taverna ainda teve André Correia e o veterano, o poeta e artista plástico, Wellington de Sousa, que aproveitaram para dar o seu recado.


Após tudo isso, o espetáculo encerrado, teve ainda os agradecimentos de Nana B. que homenageou os poetas tavernistas.

Como já diz a tradição... EVOÉ!


Fotos: Eduardo H. Martins

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nefer, A Guardiã de Ísis

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Bastet Nefer Zareen é o nome usado como dançarina pela poeta e escritora Nana B., que já esteve lançando seu livro de poesias no Uma Noite na Taverna. Bastet mergulha de corpo e alma na dança, prometendo surpreender ao público da Taverna com a performance "Nefer, A Guardiã de Ísis", que escolheu dentre seus muitos números de dança especialmente para o evento de amanhã, que acontecerá a partir das 19 horas, no SESC São Gonçalo, com entrada franca!


BASTET NEFER ZAREEN por ela mesma



"Comecei minha trajetória na dança do ventre há 4 anos atrás quando eu estava perdida da minha identidade feminina, sem saber quem eu era. E com a dança as lições da minha professora, Vanessa Costa, aprendi que a disciplina e a dedicação eram o que eu precisava, para despertar e retomar minha consciência feminina.


Aprendi que a dança do ventre não é feita apenas de trejeitos e sorrisos, de requebrados e shimmies. Mas sim, de dedicação, entrega, suor, estudo e muita disciplina! Através de seus movimentos, devem contar a pintura da ancestralidade dos povos, estampados na moldura de seus corpos ondulantes, traduzindo em movimento e beleza, com a graça e dignidade devidas, a sutileza das músicas que remontam tempos imemoriais.



Não basta deter a técnica, ter os trajes mais ricos, exibir-se em eventos luxuosos, se na alma da bailarina não pulsar o Amor que transcende corpo e alma, sem inveja, ou mesquinhez. Que fala através do sorriso farto, sincero e da linguagem, que só o corpo de uma "Bailarina Sacerdotisa" sabe demnostrar quando dança.


A bailarina do ventre é muito mais do que uma mera dançarina. Representa as sacerdotisas que eram responsáveis pela evocação dos deuses, nos templos do Egito dos Faraós. Aprendi com inúmeros professores, mas minas maiores inspirações são alguns mestres. E cada um desses experts em seus estilos. Mestres pelos quais nutro o maior respeito. Dentre eles: Anthar Lacerda (Mestre de folclore árabe), Rhada Naschpitz (Mestra Gipsy Dark Tribal), e Khalida Zareen (Mestra na técnica de véu wings) e minha madrinha, mais do que minha professora. Ela é a minha maior inspiração na dança do ventre no Brasil.




Assim eu danço e honro as Deusas que inspiram a arte que amo e respeito."


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma Noite na Taverna com a poesia de Orestes Barbosa

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No dia 08 de abril, na próxima sexta-feira, a partir das 19 horas, será a vez de um grande artista da literatura e da música brasileira ser homenageado: Orestes Barbosa. Orestes foi um poeta nato, com uma vida extrema e intensa.


Os Tavernistas Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pakkatto renderão homenagens a este excelente poeta do samba, além de receberem no Uma Noite na Taverna as poetas convidadas Aline Matias (da cena poética de Itaboraí) extreando pela primeira vez no evento, e a jovem prodigiosa Bianca Lorena, que retorna à Taverna com sua poesia bem escrita e interpretada. O artista plástico Roberto Monteiro reserva uma bela exposição chamada "Memórias de Minhas Horas Putas e Tristes", sendo que também estreiará como poeta, onde seus poemas terão ligação com suas obras expostas. O evento contará ainda com a apresentação de dança de Basfet Nefer Zareen com a performance "Nefer, A Guardiã de Ísis".


O homem que caminhava no chão de estrelas


Orestes Barbosa nasceu no dia 07 de maio de 1893, na classe média, filho do major Caetano Lourenço da Silveira Barbosa e de Maria Angélica Bragança Dias Barbosa, por conta das agudas mudanças sociais e econômicas do século XIX, durante o período do governo Rodrigo Alves, Orestes tornou-se menino de rua. E foi nas ruas, nas calçadas, a observar manchetes de jornais que aprendeu a ler.


Das ruas, o menino se fez homem e tornou-se revisor em 1911, em O Mundo de Lopes Trovão. Em 1912 transferiu-se para o Diário de Notícias, jornal em que Rui Barbosa era mentor político, onde estreou como repórter. Por causa de seu primeiro artigo, intitulado As Palhaçadas do Gabinete, escrito em 2 de junho de 1912, foi impedido de entrar no Ministério da Guerra, no período do governo presidencial de Hermes da Fonseca.


Em 1914, Orestes Barbosa esteve n' A Gazeta de Notícias, na qual o presidente era João do Rio, que juntamente de Lima Barreto, foram as suas maiores influências. Para O Século, de Brício Filho, entrevistou naquele mesmo ano, Dilermando de Assis (o homem que matou Euclides da Cunha).


Em 1915, no mesmo vespertino, registrou a conversa de João Cândido, herói da Revolta da Chibata e traçou, ao cobrir a agitação das alunas da Escola Normal, o primeiro perfil biográfico de Cecília Meireles, que tinha apenas 13 anos. Projetou-se no jornal A Folha, periódico fundado por Medeiros de Albuquerque, em 1919, em oposição ao governo de Epitáfio Pessoa. Foi preso em 1921, duas vezes, devido a processos de injúria, e no período em que esteve preso, sua experiência o fez tornar-se o cronista dos encarcerados. Sendo este um de seus principais assuntos, rendendo-lhe o seu primeiro livro de prosa, chamado Na Prisão, de 1922.


No ano seguinte, publicou Ban-ban-ban!, livro que trata do mundo do crime e da malandragem. Nesta década de 1920, com estilo próprio de frases com parágrafos breves, pelas páginas de A Manhã e de A Notícia e Crítica, tornou-se o mais importante cronista da cidade do Rio de Janeiro.


Como poeta da canção, Orestes Barbosa estreou em 1927, no teatro, ao escrever duas letras para Ouro de Moscou, revista sua juntamente com o jornalista Martins Reys, com a música do maestro Francisco de Assis Pacheco, chamadas Coração de Carmim e Flor do Asfalto. Em 1930, Bangalô, uma cançoneta com melodia de Osvaldo Santiago, interpretada por Alvino, integrante do Bando de Tangarás, inaugurou sua na música ao ter sua canção gravada. Mas somente após a Revolução de 24 de Outubro, com o empastelamento dos dois jornais em que colaborava, Crítica e A Notícia, e o fechamento do Conselho Municipal, seu emprego público, teve que sobreviver encontrando definitivamente o seu caminho na música popular.


Na coluna Rádio, pelas páginas de A Hora, desde a fundação em 06/07/1933, promoveu intensa divulgação da música popular brasileira. Foi também jurado do 1º Concurso de Escolas de Samba na Praça Onze, em 1932. Entrevistou para a seção, além de Francisco Alves, Mário Reis, Noel Rosa, Cartola (líder da Estação Primeira de Mangueira) e Baiaco (da Estácio de Sá).


Ainda em 1933, já em Avante!, entrevistou Wilson Batista e outros importantes sambistas. O livro Samba - Sua História, seus Poetas, seus Músicos, seus Cantores, que inaugura, ao lado de Na Roda do Samba, de Francisco Guimarães, a historiografia do mais importante gênero musical brasileiro nasceu das campanhas jornalísticas em A Hora e tem como epígrafe uma frase atribuída ao grego Ésquilo, que diz: "Eu e o tempo contra todos".


Embora parceiro de muitos compositores, entre os quais Noel Rosa e Custódio Mesquita, em música criou suas melhores obras ao lado de Jota Tomás, Francisco Alves e Sílvio Caldas. Com o Jota Tomás, conheceu o seu primeiro sucesso com a música Flor do Asfalto; com Francisco Alves, entrou para o repertório seresteiro com Meu Companheiro, A Mulher que Ficou na Taça, Dona da Minha Vontade e Por Teu Amor. Sobre Chão de Estrelas, sua obra-prima incontestável, parceria com Sílvio Caldas, com quem ainda compôs Serenata, Arranha-céu e Suburbana, escreveu o poeta Manuel Bandeira:


"Se eu fizesse aqui um concurso, como fizeram na França, para apurar qual o verso mais bonito de nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes em que ele diz: Tu pisavas os astros distraída..." (Orestes, Jornal do Brasil, 18 de janeiro de 1956).


Orestes Barbosa faleceu em 15 de agosto de 1966.



BIBLIOGRAFIA


- Penumbra Sagrada, Typografia Apollo, Rio, 1917;


- Água-Marinha, separata da Revista do brasil, São Paulo, 1921;


- Na Prisão, Typ. Jornal do Commércio, Rio, 1922;


- Ban-ban-ban!, Benjamim Costallat e Miccolis, Rio, 1923;


- Portugal de Perto!, Jacyntho Ribeiro dos Santos, Rio, 1923;


- A Fêmea, Jacuntho Ribeiro dos Santos, Rio, 1924;


- O Português no Brasil, edição do autor, Rio, 1925;


- O Pato Preto, Brasil Contemporâneo, Rio, 1927;


- O Fantasma Dourado, Calvino Filho, Rio, 1933;


- Silva Jardim - Sua Vida Idealista - Sua Morte na Cratera do Vulcão, em Avente 12-20/12/1933, p.2;


- Samba - Sua História, Seus Poetas, Seus Músicos e Seus Cantores, Livraria Educadora, Rio, 1933;


- Não Se Compra Entrada na História, em parceria com Pandiá Pires, I. Amorim, Rio, 1938;


- Chão de Estrelas, J. Onzon Editor, Rio, 1965.


Fonte: Wikipédia..