segunda-feira, 21 de junho de 2010

Evento: Uma Taverna memorável!

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"Uma Taverna como há muito tempo não acontecia!" Foi o comentário do poeta e artista plástico Welington de Sousa ao final do evento que aconteceu em homenagem à poeta Cecília Meireles. Um time de artistas de peso agitaram a noite no SESC São Gonçalo, que mergulhou no clima atmosférico do Uma Noite na Taverna. O evento iniciou com a homenagem do poeta Rodrigo Santos à Cecília Meireles, que recitou poemas da homenageada pouco conhecidos do grande público.

Após o bardo tavernista, o poeta e ator André Santana falou do seu livro de poesia Fina Flor e recitou seus poemas autorais, como sempre de um jeito bastante performático.


Após a sua apresentação, André Santana autografou o seu primeiro livro de poesia, que era lançado especialmente naquela noite.

O poeta Romulo Narducci chegou da apresentação da peça O Pior de Mim Mesma, em que participou no teatro do SESC, ao lado de onde acontecia a Taverna, e assumiu o seu posto de poeta residente nas homenagens à Cecília Meireles.

Lara Douétts foi a próxima a se apresentar. A poeta Joaninha apresentou uma performance poética com o poema Pingüins de Rodrigo Santos. A poetinha deu um show, sendo muito aplaudida pelo público.



A bela e talentosa poeta Larissa Mitrof que já vem se apresentando desde 2008 na Taverna foi a seguinte a mostrar ao público a sua poesia. A poeta recitou seus poemas de um jeito despojado e com uma certa picância trazida à tona pelo calor de seus versos.


Welington de Sousa entrou em cena mais introspectivo, com uma poesia mais densa e compassada, um pouco diferente do que costuma apresentar. Mas tal surpresa fora bastante agradável, é sempre bom ouví-lo recitar, Welington é um dos artistas militantes de São Gonçalo mais antigos na cena.



A parte dos artistas convidados foi encerrada com a peformance de outra veterana da arte de São Gonçalo: Suani Armond. Suani levou para a Taverna a sua performance O Guerreiro Solar, trecho de seu livro autoral. Com o domínio da cena, foi muito aplaudida pelo público.

André Santana retornou ao palco e cantou um Rap com sua amiga falando de paz.


Encerrando mais uma Noite na Taverna, os poetas residentes Rodrigo Santos e Romulo Narducci apresentaram os seus poemas próprios. Destaque especial para o bardo Rodrigo que recitou de forma memorável a sua poesia autoral que trouxe carregada de sinismo e ironia. Romulo Narducci se deteve em apresentar sua poesia erótica, relembrando muitos poemas de seu livro Orações Licenciosas.



Foi realmente, como já dito antes, uma noite memorável! Um evento que foi sem dúvidas instrumento de celebração à arte!

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Agradecimentos: Primeiramente ao público que compareceu fazendo a beleza da Taverna (sem vocês não há Taverna), aos amigos da M & C Fotografias e do Blog do Lerê (mais uma vez obrigado pelas fotos e pela presença), Ayres Filho e equipe SESC (time de ouro é esse!) e à atriz, escritora e diretora teatral Eliene Narducci por ter comparecido a mais um evento, para nos prestigiar.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lara Douétts: A joaninha tavernista apresentará poesia e performance

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Lara Douétts, também conhecida por Lara Joaninha, é um talento precoce da poesia. Começou a escrever com apenas 12 anos influenciada por Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Manoel de Barros, e com o tempo alguns outros artistas passaram a exercer influenciara em seus escritos, como Chico Buarque e Elisa Lucinda.
"A primeira vez que tivecoragem de recitar meus poemas foi na Taverna, e desde então a Taverna virou oponto de equilíbrio onde consigo perceber a reação do público diante das minhaspoesias, recitei em alguns poucos outros lugares, participei de um concurso depoesias, ganhando duas categorias: melhor intérprete e poesia", diz a prodigiosa poeta que atualmente é graduanda em Geografia, pela UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Lara tem um estilo performático e visceral de recitar os seus textos, que muitas vezes surpreende o público, pois quem a vê, graciosa e meiga, não imagina o impacto que sua poesia pode causar.

Lara Douétts, além de seus poemas autorais promete uma performance com uma poesia do bardo tavernista Rodrigo Santos... Surpresa!

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Artes Plásticas: Patty Silva e seu universo multicolorido.

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Pela primeira vez, o Uma Noite na Taverna recebe a exposição da excelente artista plástica carioca Patty Silva. Patty é uma artista plástica contemporânea de muito talento, incansável e batalhadora, reconhecida internacionalmente. Já expôs suas obras em diversas galerias no Brasil, como também na Itália e Portugal.
Confiram algumas de suas belíssimas obras:

O Pequeno Príncipe



Noite dos Pássaros


Castelo Medieval


Mundo África

O seu estilo próprio e inconfundível, busca sempre o equilíbrio entre as formas e as cores. Autodidata, Patty Silva faz fusão entre pontilhismo, figurativo, abstrato e surrealismo.

A artista plástica estará expondo na Taverna de hoje algumas de suas obras a partir das 19 horas em ponto. Vale a pena conhecer tão belo trabalho.

Visitem o Blog de Patty Silva:

http://pattysilva89.blogspot.com/

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Taverna será marcada por performances e mais um lançamento de livro!

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Hoje, a partir das 19 horas o evento estará repleto de grandes artistas de nossa cidade. Excelentes poetas estarão marcando sua presença, o poeta André Santana estará lançando o seu primeiro livro de poesia, chamado Fina Flor (R$ 20,00). André Santana falará de sua obra e recitará poemas de sua autoria. Uma de suas maoires características são suas performances, André Santana está sempre surpreendendo o público com suas intrepretações.

André Santana recitando sua peça Minha Samba-Canção no Uma Noite na Taverna, em 2005 (Restaurante do SESC São Gonçalo).

Suani Armond é atriz, diretora teatral, poeta e agitadora cultural. A artista estará apresentando sua performance poética chamada O Guerreiro Solar, baseada no seu livro de poesia. Suani é uma artista atuante e incansável na cena de São Gonçalo e Niterói. Já produziu e apresentou diversos eventos nessas cidades e dirigiu várias peças de teatro. Também já se apresentou no Uma Noite na Taverna diversas vezes tanto como poeta, como atriz.

Suani Armond recitando na Taverna em 2007, no Lavourão.

É certo que essa Taverna, como há um bom tempo já não acontecia, será focada totalmente em poesia, mas em nada perderá o evento, pois a seletiva de artistas que se apresentarão nessa noite de sexta-feira prometem dar conta do recado. IMPERDÍVEL!

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A Poesia de Larissa Mitrof

.A bela e jovem poeta Larissa Mitrof vem se apresentando no evento Uma Noite na Taverna desde o ano de 2007, quando estreou recitando sua poesia. O evento acontecia em sua quarta temporada, no Centro Cultural Joaquim Lavoura (Lavourão), em São Gonçalo. Desde então, a poeta se apresentou em vários lugares como o SESC de Niterói e a UFF - Universidade Federal Fluminense, militando também no teatro. O seu primeiro livro está em fase de concepção e esperamos ansiosamente por seu lançamento. A poeta Larissa Mitrof retorna à Taverna nessa sexta-feira, 11/06, depois de pouco mais de um ano para encantar e fazer o público refletir com sua poesia inteligente e forte, porém sem perder a sensibilidade.
LARISSA MITROF POR ELA MESMA
"Sou um pouco de tudo, o sentimentalismo e a sinceridade são minhas maiores características, por isso aos 11 anos descobri uma facilidade em expor tudo o que eu sentia e pensava no papel. Sempre cercada de música me apeguei às rimas e a sensibilidade de se expressar com vocabulário simples, porém repletas de situações cotidianas, o que acredito eu, aproximam mais o leitor da literatura. Mas tarde comecei a criar uma visão critica do mundo e isso refletiu em muitas das minhas poesias.
O que escrevo são traços do que vejo e do que penso a respeito de certos assuntos e não escrever ou falar algo que penso é uma tortura para mim, logo nunca parei de escrever.
Meu primeiro recital foi em Uma Noite na Taverna, o ano eu não sei dizer, mas devem fazer uns 4 anos ou mais! Depois disso recitei em eventos no Sesc Niterói, na UFF e claro, sempre voltando à Taverna.
Ganhei menção honrosa no Prêmio UFF de Literatura em 2008, único concurso que participei, com o único conto que escrevi.
Estou preparando meu livro com poesias selecionadas, que em breve estará ao alcance de todos.
Faço parte também do grupo teatral Recontando Conto, da Casa Maria de Magdala, uma instituição que acolhe crianças portadoras do HIV, é um trabalho voluntário que me fez poder ser útil usando meu talento como atriz.
A arte da dramaturgia e da poesia são completas ao meu ver, pois são abrangentes e tornam muitas vezes mais humano aquele que a produz e aquele que se utiliza dela seja para aprender algo, refletir ou simplesmente para se distrair. A arte é capaz de transformar pessoas e formá-las de uma forma prazerosa."
Crie sua história
Sinta-se a vontade para ser feliz
Para viver cada minuto da tua vida
Para fazer de cada um de seus dias
Uma página em branco de um livro de aventuras...

Sinta-se bem para falar
Sinta-se livre para ouvir
Seja mais feliz que ontem
Siga em frente quando preferir
Deixe para depois o que te faz mal

Não pule nenhuma época da tua vida
Lembre-se de que cada página do livro
É única
E depois que se passa
Ela não volta atrás!

Sinta-se a vontade para fazer da tua vida
Um livro aberto
Crie na tua felicidade
Expectativas...
Leve alegria para aqueles que estão do teu lado

Não tenha medo de sofrer
E sinta-se confortável para chorar
E quando for preciso
Sofra muito para depois poder contar
E se lembrar do quanto foi forte de conseguir superar.
Desconhecido
No silencio da sua face junto a minha
No calor do meu corpo que puxava o seu
Encontrei a resposta que eu queria
Mais que perfeito quando o beijo nasceu...

Melhor ainda por não ser esperado
Mais verdadeiro por não ter sido marcado
E simplesmente apaixonante

De todas as horas,
Guardo como retrato em minha memória
Teu sorriso provocado por mim,
Aquelas horas que
Num piscar de olhos
Transformaram noite em madrugada
E por fim...
Na manhã florescida de você e de mim.

E dos sorrisos que provoquei em ti,
Sentirei saudades também
Do bem que me fez sentir
Estando ao meu lado
Recostada em teu braço...

Será isso algo pensado?
Seremos nós alucinados?
Se no frio da pele alheia
Deitarmos e nos tornarmos um só!
Contemplando os olhares...

Sentindo a saliva na boca mordida
De vontade...
De estar junto
De suarmos perante nosso calor...
Provocado pelo sentimento que invade
E que inconscientemente
Permitimos que nos levasse
Para onde o desejo quisesse...
Então aconteceu.
Poeta
Um pouco depois que o poeta começa a escrever
Ele pensa naquilo que o motivou a pegar papel e caneta
Sendo assim
Na maioria das vezes
O poeta chora com os dedos
A tinta da caneta que mancha
A folha branca virgem de idéias
São suas lágrimas...
E a cada pausa
A cada estrofe
O verso fica mais pesado.
E cada palavra...
Mais condensada de sentimento
O rosto do poeta se mantém inexpressivo
E seus olhos
Quase sem piscar
Projetam na folha quase sem cor
Tudo o que aconteceu
Revelando ao poeta seu verdadeiro motivo
De escrever sua dor.

Visitem o blog da poeta:

http://larissamitrof.blogspot.com/

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma Noite na Taverna com a poesia de Cecília Meireles

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No dia 11 de junho, a partir das 19 horas, no SESC São Gonçalo, o evento Uma Noite na Taverna reedita a homenagem a uma das maiores poetas de nossa literatura: Cecília Meireles. A poeta já fora homenageada pelo evento, ainda em sua primeira temporada, no mês de março de 2004. Os poetas tavernistas, além de homenagearem a poeta Cecília Meireles, receberão ainda os poetas convidados Welington de Sousa, Larissa Mitrof, Lara Douéts, André Santana (lançando o seu livro de poesia "Fina Flor") e Suani Armond (com a performance poética "O Guerreiro Solar"). Ainda haverá a exposição de artes plásticas de Patty Silva. Vale lembrar que o evento tem entrada franca e aberta a todos os públicos.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, no Rio de Janeiro. Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal. Cecília foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O seu pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando esta ainda não tinha três anos. Assim, Cecília Meireles passou a ser criada sua avó portuguesa, D. Jacinta Garcia Benevidespor.

Cecília Meireles apesar de tudo era prodigiosa e dedicada aos estudos. Começou a escrever poesia com apenas nove anos de idade. Quando concluiu os seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, recebeu de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, a medalha de ouro por ter concluído todo o curso com "distinção e louvor". Em 1917, diplomou-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, passando a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal, quando estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Dois anos depois, em 1919, publicou seu primeiro livro de poesias, "Espectro" (um conjunto de sonetos simbolistas), embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo, e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

Em 1922, Cecília Meireles casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última tornou-se artista teatral consagrada. Publicou, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo. O seu marido, Correia Dias, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada fundando, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Profere, em Lisboa e Coimbra, em Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira. De 1935 a 1938, leciona Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ). Publica, em Lisboa, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.

Colaborou ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico. Em 1939, recebeu o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, que resultou em animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia. em 1939/1940, Cecília publicou , em Lisboa, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente". Em 1940, lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA). Em 1942, tornou-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.

Cecília Meireles foi sem dúvida uma das artistas brasileiras mais premiadas, tendo sido reconhecida internacionalmente. Ao aposentar-se em 1951 como diretora de escola, continuou a trabalhar como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro. Em 1952, tornou-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho. Realizou numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências em diferentes países sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou. Em 1953, tornou-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, na Índia. Em Délhi, ainda Índia, no mesmo ano, foi agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.

Em 1962, recebeu o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. No ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Em 1963, Seu nome foi dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, em São Paulo.

Cecília Meireles faleceu aos 63 anos, no dia 9 de novembro de 1964, Rio de Janeiro, após uma triste luta contra o câncer, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo foi velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebeu, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Ainda em 1964, foi inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, no Chile. Em 1965, foi agraciada postumamente com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

O Governo do então Estado da Guanabara denominou de Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo, tornou-se nome de rua no Jardim Japão. Em 1974, seu nome foi dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo. Em 1981, uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, é lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro.


Sua poesia foi traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner. A obra de Cecília Meireles foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea."

CECÍLIA POR ELA MESMA


"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.

(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

BIBLIOGRAFIA

· Espectro - 1919
· Criança, meu amor - 1923
· Nunca mais... - 1923
· Poema dos Poemas -1923
· Baladas para El-Rei - 1925
· O Espírito Vitorioso - 1935
· Viagem - 1939
· Vaga Música - 1942
· Poetas Novos de Portugal - 1944
· Mar Absoluto - 1945
· Rute e Alberto - 1945
· Rui — Pequena História de uma Grande Vida - 1948
· Retrato Natural - 1949
· Amor em Leonoreta - 1952
· 12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta - 1952
· Romanceiro da Inconfidência -1953
· Poemas Escritos na Índia - 1953
· Batuque - 1953
· Pequeno Oratório de Santa Clara - 1955
· Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro - 1955
· Panorama Folclórico de Açores -1955
· Canções - 1956
· Giroflê, Giroflá - 1956
· Romance de Santa Cecília - 1957
· A Rosa - 1957
· Obra Poética -1958
· Metal Rosicler -1960
· Solombra -1963
· Ou Isto ou Aquilo -1964
· Escolha o Seu Sonho - 1964

Matéria pesquisada nos sites: www.releituras.com e www.wikipédia.com

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Evento: Uma Noite na Taverna à l'Alliance

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Na última sexta-feira, no dia 28 de maio, os poetas tavernistas Rodrigo Santos e Romulo Narducci estiveram se apresentando na Aliança Francesa de São Gonçalo, num evento organizado pelas professoras Mônica e Marcela, batizado de Uma Noite na Taverna à l'Alliance: "une nuit sacrée": rencontres de poetes, onde aconteceu uma versão pocket do evento Uma Noite na Taverna para os alunos e professores da instituição. Além dos poetas tavernistas, alunos e professores da Aliança Francesa recitaram poemas de artistas francófonos em francês e português. Uma bela iniciativa da Aliança Francesa, ao demonstrar o carinho e a valorização do evento, nascendo aí a possibilidade de uma longa e promissorta amizade.
Evoé!
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Evento: Uma Noite na Taverna sob a sombra de Edgar Allan Poe!

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Início de Taverna, o público na penumbra (Foto: Divulgação).

Os tavernistas, Rodrigo Santos e Romulo Narducci (Foto: M & C Fotografia).
Foi um evento memorável, sem dúvidas! Depois de seis anos de Taverna, enfim, uma justa homenagem ao mestre Edgar Allan Poe. A 81ª edição do Uma Noite na Taverna teve início com um clima todo especial dado pela poesia sombria do mestre do terror e do suspense. Poesia e música foram as vertentes da arte que tiveram presença nessa edição, e ainda o evento foi coberto pelo pessoal do Blog do Lerê, que tiraram fotos, filmaram e fizeram uma matéria bacana sobre o nosso evento (ver no endereço do blog ao final dessa matéria).

O Bardo Rodrigo Santos (Foto: M & C Fotografia).

o evento teve o seu início tradicional, com a apresentação dos poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci, que recitaram a obra de Edgar Allan Poe. O bardo Rodrigo Santos foi o primeiro a dar início às homenagens. O poeta Romulo Narducci prosseguiu com o recital das obras de Poe abrindo caminho para a apresentação do poeta Wenceslau Teodoro, que apresentou sua excelente poesia influenciada pelo ultra-romantismo e pelas manifestações goticistas na arte. Sua poesia agradou bastante o público da Taverna.


O poeta Wenceslau Teodoro, das sombras da Taverna... (Foto: Divulgação)


...à luz de sua poesia (Foto: Divulgação).

A jovem, muito jovem, poeta Bianca Lorena debutou na poesia praticamente antes mesmo de debutar para a vida. Com apenas 14 anos, mostrou que talento não tem idade, além de poeta é aspirante à artista plástica, aluna da artista plástica Tatiana Pailos, e estuda teatro com a Cia Quarto de Teatro.

O talento não tem idade, Bianca Lorena no clima de penumbra da Taverna (Foto: M & C fotografia).


A jovem poeta Bianca Lorena recita seus versos (Foto: Divulgação).

Vindo de São Paulo, depois de mais uma estadia no Rio, o poeta Pedro Tostes volta depois de cinco longos anos ao Uma Noite na Taverna com o seu segundo livro de poesia Descaminhar. Pedro Tostes recitou apaixonadamente sua poesia, autografou o seu livro e encantou o público com seu talento e sua carisma ímpar. Após o evento se aventurou pela boemia de São Gonçalo com os amigos poetas tavernistas, em comemoração ao reencontro... Mas essa é uma outra história.


Pedro Tostes de volta à Taverna, autografando seu novo livro (Foto: M & C Fotografia).


O poeta Pedro Tostes no seu devido lugar: recitando e encantando com sua poesia (Foto: Divulgação).


A carisma incontestável do poeta Pedro Tostes (Foto: M & C Fotografia).

A atração musical da noite ficou a cargo do excelente Márcio de Castro e sua banda. Para superar alguns problemas técnicos do som, Márcio teve que abdicar de sua tradicinal guitarra e com violão em punho fez uma releitura mais acústica de suas canções. Porém, nada que tirasse o brilho de suas músicas, que normalmente mais agitadas, com muito punch, tiveram um clima mais intimista.

Márcio de Castro e sua banda (Foto: M & C Fotografia).


As belas canções de Márcio de Castro em versão mais intimista (Foto: M & C Fotografia).


Márcio de Castro em ação com sua banda (Foto: Divulgação).

Para finalizar o evento, os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci, retornaram ao púlpito para recitarem os poemas de suas autorias. Rodrigo Santos foi o primeiro a recitar suas poesias belas e malditas, inspiradas em seus mestres do Romantismo, como sempre dominando o palco e encantando o público da Taverna.


O bardo e o público: magia (Foto: Divulgação).

E seguida, o poeta Romulo Narducci surpreendeu com uma performance ao recitar o seu poema O Homem e o Túmulo, usando uma máscara de caveira e recitando os seus versos com um ar de ironia. Apesar do peso tenso de seu poema, a sua performance arrancou risos da platéia, sendo muito aplaudido.


Romulo Narducci em sua performance (Foto: M & C Fotografia).


Romulo Narducci: ironia ao clichê (Foto: M & C Fotografia).

Encerrando com mais Uma Noite na Taverna, os poetas Rodrigo Santos e Romulo Narducci encerram o evento com mais uma homenagem a Edgar Allan Poe, recitando o clássico O Corvo, na tradução de Fernando Pessoa.


Os tavernistas recitam O Corvo (Foto: M & C Fotografia).

Após o evento os poetas tavernistas celebraram o reencontro com o amigo, o poeta Pedro Tostes na noite de São Gonçalo.


Rodrigo Santos, Romulo Narducci e Pedro Tostes, reencontro dos poetas boêmios (foto Divulgação).

Agradecimentos:

Renata Maria (Mistic produções)

M & C Fotografia.

http://www.mecfotografia.blogspot.com/

Vejam a matéria sobre o Uma Noite na Taverna feita pelo Blog do Lerê:

http://blogdolere.blogspot.com/

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Corvo, de Edgar Allan Poe

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Na véspera de tão esperada homenagem ao formidável Edgar Allan Poe, em nossa Taverna, não poderíamos deixar de publicar aqui no Manifesto Tavernista um dos mais famosos poemas da história da literatura mundial: O Corvo. O poema, romântico por excelência, narra a angústia de um homem numa assombrada noite, em que lamentava a perda de sua amada.
Poe utiliza-se da simbologia da ave, que na cultura ocidental, principalmente na européia, é anunciadora de mau agouro e portadora de azar. Porém, esta simbologia varia conforme as diversas culturas.
Para a cultura nórdica, o corvo é o mensageiro da criação, o deus Odin cerca-se de um lobo e um corvo, mensageiros da destruição e da criação, respectivamente. No catolicismo, diz a lenda que um corvo salvou São Bento de Núrcia ao tomar dele um pão envenenado por freis invejosos levando o alimento para longe, antes que este o comesse. Os ciganos admiram os corvos pela lealdade que estes demonstram para seu povo. Dizem que estes pássaros têm conselhos tribais, e se você alguma vez viu um bando pousado em alguma cerca ou galho, certamente eles estão em conferência falando entre si. Diz a lenda, que se estes pássaros vão contra as leis da tribo, eles cometerão suicídio caindo de um lugar alto. Para os Nativos Americanos, corvos são representados como os pássaros do equilíbrio entre o homem e natureza. Quase todas tribos têm uma lenda sobre o corvo explicando por que ele é preto. Em todas lendas o corvo começa como um pássaro branco cuja cor foi mudada como um castigo pelos seus atos malignos ou por ter feito um esforço para ajudar o homem, tentando apagar um fogo que ameaçava estas pessoas. Esta dualidade nas lendas ilustra a dualidade que os Nativos Americanos sentem sobre o corvo. Para uns, ver o corvo é um presságio ruim; para outros, é bom.
O CORVO
Tradução: Fernando Pessoa
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi…" E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais".
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigos, sonhos – mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas suas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta - !,
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta - !,
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!


Ilustração: Gustave Doré.

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A poesia de Wenceslau Teodoro

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Wenceslau Teodoro é poeta e escritor de fôlego romântico. Sua poesia se traduz em suas inspirações na boemia, mitologia, tudo numa áurea literária goticista, pontuada por versos belíssimos e de idéias bem construídas. Além de poemas Wenceslau também escreve contos. Atualmente o poeta se diz influenciado pela filosofia, fonte de onde vem bebendo para suas composições artísticas atuais, ou futuras, visto que o mesmo diz passar por uma fase mais contemplativa, pois não tem escrito muito. Confiram um pouco de sua obra:
Santuário
Certa vez, eu sonhei...
Me deparei com uma cena:

Havia um anjo dormindo em meu colo
Nada que eu fizesse conseguia acordá-lo
Era belo e eu o amava

Era um sonho, definitivamente!
Então subimos e eu coloquei-o em seu leito
Não quis pertubá-lo.

Fui embora de seu santuário
Sem perturbar o silêncio divino
Sem fazer com que abrisse seus olhos
Depois de embalar seu sono...
Depois de embalsamar meu coração.

Se o tempo parasse...
Seríamos uma lânguida escultura barroca
A sua face despreocupada em meu colo
Minha dor contida de tê-lo e não tê-lo
Mas quem além de mim poderia estar ali...
Quem além de mim conseguiu chegar até aqui...

Queria ser eterno...
Queria que o tempo não existisse.
Eu apenas quero.
Eu apenas amo.
Lorde Wenceslau, 08 de setembro de 2006. [Modificação em 11/05/2010]
Ode ao Caos
Eu deveria sentir saudades, um triste pesar
Sim, deveria sentir estas coisas e até outras
Penso que sou meio frio
Penso, peno, repenso, propenso à catástrofe
Abraço o indizível, abraço indizível

Espero que entendam que não entedem
Nem eu a vocês, nem vocês a mim
Abolindo a cultura, eu a liberto para que vá embora
Quero destruir igrejas, templos, bibliotecas

Precisamos renascer com novas mentes
Temos necessidade de mais necessidade
O desejo do vazio absoluto
Reconstruir o sujeito como se cada um fosse uma obra de arte
Sermos arte!
Serdes arte!

Destruir o sujeito como se ele nunca houvesse existido
Liberte-se de seu pai e sua mãe Liberte-se da posição de coitado
Foi o acaso que definiu esta posição
Assim como definiu as palavras, eu e o mundo

Liberte a ética e a moral antiquadas, renova-as com o teu sangue
Seja fluido e abrace-se enquanto transa consigo mesmo
Dê a luz uma nova vida que será retirada da sua cabeça
Seja Zeus, Deus e o diabo!
Sermos arte!
Serdes arte!

Mate os eufemismos e liberem por um segundo os seus desejos
Enfie uma faca até que o cabo encontre as costelas de Deus
Sinta pulsar o sangue divino
Libere a realidade para fluir como o mais belo caos.
Viagem
Ó, pálida Dama
Dance comigo a última valsa
Beba desta última taça
Para não irdes sóbrio
Sem fuga ou devaneio

Ó, pálido desejo de abandonar tudo
Para deitar-me em lugar mais sereno
Onde não lembre mais deste mundo
Onde possa sentir novas sensações

Ó, grande barqueiro
Guia eterno do meu ser
Leve-me deste lugar
Está aqui a tua moeda

Hecate, receba-me em teus domínios
Deixe que adentre em teus infernos
Que tenha vinho e dança oníricos
Que seja sonho até não ser mais.
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O poeta Wenceslau Teodoro se apresenta nessa sexta-feira, dia 14 de maio, pela segunda vez no Uma Noite na Taverna. É um tavernista sempre presente em diversas edições do evento, que agora felizmente nos brindará novamente com sua bela arte.
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domingo, 9 de maio de 2010

Música: Márcio de Castro & Banda, Rock and Roll consciente com muito punch e atitude!

Márcio de Castro é músico e compositor. Vem trabalhando há algum tempo nas composições de seu trabalho autoral, mixando e lapidando casa canção para uma estréia perfeita. O Rock que compõe inspirado em nas bandas dos anos 60 e 70 como Neil Young & Crazy Horse e bandas atuais como Barão Vermelho e Oasis, é dotado de peso em determinados momentos, carregado com muito punch e solos bem trabalhados. As letras trazem mensagens conscientes, sem demagogia.
Márcio de Castro tem pegado a estrada e tocado em vários lugares mostrando o seu trabalho próprio e algumas covers que o influenciaram. No Uma Noite na Taverna no dia 14 de maio, de volta desde sua última apresentação em janeiro de 2009, ele promete uma apresentação memorável aos expectadores do evento.

Música: Pisando no Acelerador do Tempo, de Márcio de Castro.

Sua banda composta por um time de feras, como Wellington Diaz (Guitarra), Luiz Claudio Cury (Baixo), Nando de Castro (Bateria), não deixa "a bola cair". Uma qualidade musical impecável, vale a pena conferir!




Contatos: (21) 3605-6433 (Studio Mix) / (21) 8646-8103
marcio.decastro@hotmail.com
paulo.marcio@mcdnit.com.br

Fotos: Luis Alvarenga.